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Com a modernização e o
aprimoramento cada vez
maior das condições
tecnológicas que temos nos
dias de hoje, podemos ter
redução do estoque sem que o
mesmo comprometa nosso
atendimento.
O VMI é uma ferramenta que
possibilita ter em estoque
uma quantidade menor de
produtos, que serão
reabastecidos conforme a
política de estocagem da
organização, sem comprometer
o atendimento.
Conforme (Silvio Pires,
2004 p173) por definição de
Blatherwick (1998), o termo
VMI (Vendor Managed
Inventory – Estoque
Gerenciado pelo Fornecedor)
foi cunhado no começo dos
anos 1990 nos EUA em
projetos implementados por
grandes varejistas, como Wal
Mart. Apesar dessa sua
origem, a prática logo se
popularizou e passou a ser
vista por muitas empresas de
manufatura como forma de
diminuir, ou frear o
crescente poder dos
varejistas.
A principal característica
desta ferramenta é que o
fornecedor, em um sistema de
parceria, fica responsável
por abastecer o estoque de
seu cliente, sempre que
existir a necessidade de
reposição de um determinado
produto. Cabe ao fornecedor
abastecer seu cliente no
momento certo.
Esta forma de reposição pode
ser informatizada
utilizando o EDI (Eletronic
Data Interchange –
Intercambio Eletrônico de
Dados), por e-mail enviando
planilhas, ou de forma
visual onde o fornecedor
passa em dias pré
determinados para verificar
se precisa abastecer. Este
abastecimento independente
da forma de solicitação ou
visualização do mesmo, deve
ter como base o histórico de
CMM (Consumo Médio Mensal)
para que o fornecedor possa
se programar para atender a
necessidade do cliente. Esta
ferramenta possibilita a
reposição automática de
estoques por parte do
fornecedor ao seu respectivo
cliente, com base na demanda
real diariamente atualizada
e em parâmetros de cobertura
previamente definidos.
Com isso, processos de
produção, logística e
planejamento, podem ser
sincronizados, obtendo-se a
racionalização de estoques e
conseqüente redução de
custos na cadeia produtiva.
Como resultado temos uma
maior competitividade, além
do aumento da
disponibilidade de produto
no cliente.
No VMI é importante que o
fornecedor e cliente
tenham uma aliança
estratégica, trabalhando em
parceria, para que o
processo seja realizado da
melhor forma possível. O
fornecedor tem a
responsabilidade em
abastecer o estoque de seu
cliente, mas para que isto
ocorra sem muitos problemas
é necessário que existam
parâmetros acordados entre
ambas as partes.(SILVIO
PIRES,2004) sugere quatro
elementos necessários para
que possa implementar um VMI
em uma Cadeia de
Suprimentos, especialmente
em um país com dimensões
continentais como o Brasil:
-
conhecer a demanda do
cliente final (no
ponto-de-venda). Porque
ela será a base para o
processo de gestão;
-
receber as informações
com freqüência e a
capilaridade necessária,
via uma estrutura TIC
ágil e confiável
instalada ao longo da
Cadeia de Suprimentos;
-
existir uma biblioteca
de modelos gerenciais de
gestão de estoque, de
previsões de vendas e de
processos logísticos,
tal que possam utilizar
modelos adequados para
se gerenciar as
diferentes situações,
clientes, produtos,
demandas etc.;
-
existir uma
”inteligência gerencial”
suficiente para que cada
alocação e a
parametrização dos
diversos modelos
gerenciais disponíveis
para as diversas
situações sejam feitas
de forma adequada e
continuada, sempre
respondendo as eventuais
alterações nas
condições de contorno
impostas ao sistema.
Tabela 2 - Algumas
vantagens e desvantagens
comuns no VMI

Livro Gestão da cadeia de
suprimentos – Silvio Pires
pg 171
É importante ressaltar que
o VMI deve ser implementado
quando conhecemos a
realidade dos nossos
produtos e os fornecedores
que são responsáveis pelo
seu reabastecimento
contínuo. Se não existir
uma integração entre
cliente e fornecedor esta
ferramenta não deverá ser
aplicada.
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