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O Cliente em Primeiro Lugar, Será?

 

 

José Mello Júnior é administrador de empresas, procurador, consultor e instrutor da GM Projetos & Assessoria.
E-mail: mello@gmtreinamentos.com.br

 

Meus amigos, a coisa continua difícil para o cliente. Todas as empresas alegam que o cliente está em primeiro lugar, só que, na maioria das vezes, está em primeiro lugar na hora de ser induzido a comprar, pagar, levar e ficar quietinho. Tenho feito algumas pesquisas sobre o assunto, discutido em nossas palestras sobre o verdadeiro conceito de atendimento, satisfação do cliente, foco e resultados e hoje dia vinte e sete de outubro de 2006 resolvi fazer de forma aleatória uma pesquisa nos sites de informações de mercado sobre diversos segmentos. Escolhi alguns exemplos para auxiliar na reflexão:

I - Camelô vende mais caro brinquedo importado
Os preços dos brinquedos importados vendidos por camelôs são 40% maior do que o das lojas formais. Na chamada empresa informal os camelôs nasceram para suprir a falta de empregos e por serem informais, a sua maioria não paga imposto e outras taxas, passando aos clientes já “fidelizados” a imagem de que estão pagando menos pelo produto. É um belo exemplo que estes supostos profissionais esqueceram que o cliente um dia descobre que está sendo enganado. Por outro lado pequenas empresas que vivem em dificuldades tinham preços competitivos, pagavam seus impostos e mesmo assim perdiam para os camelôs. É claro que algum erro foi cometido e arrisco em dizer que a grande falha deve estar no atendimento e na pesquisa de mercado.

II - Venda do pão por peso não agrada consumidor
A venda do pão francês por peso, iniciada no dia 20 de outubro, não parece ter agradado ao consumidor brasileiro, já habituado a pedir um certo número de pães na padaria. Em enquete feita pelo Portal Estadão, a maioria dos leitores foi contra a medida estipulada pelo Inmetro. Dos 530 internautas que responderam à pergunta "Você está satisfeito com a venda do pãozinho por peso, e não mais por unidade?", 339 se mostraram insatisfeitos com a mudança.


Neste caso o consumidor brasileiro (cliente) acreditou que pagaria pelo verdadeiro valor do pão, por isso disse SIM na hora de ser ouvido, antes da LEI. Pergunto: baseado em que disse sim? Nunca existiu de fato um pãozinho de exatamente cinqüenta gramas. Muitas vezes você levava um pão de trinta gramas e pagava um pãozinho e com a LEI aprovada agora você paga pelo peso exato do pão, que por incrível que pareça pesa mais de cinqüenta gramas. Sobrou de novo para o cliente. Outro dia presenciei um senhor pedindo sessenta centavos de pão e a atendente tentou negociar: vou pesar uns três pãezinhos e o senhor leva? No entanto ele reforçou que queria sessenta centavos de pão. Resultado, depois de umas quatro pesadas a moça conseguiu o que o cliente desejava. O fato é que agora vale quanto pesa.


III - Farra dos Importados
Com a valorização do Real, este deve ser o Natal dos importados. O Extra trouxe da China um DVD da Ipson, uma das marcas próprias da rede francesa Casino. O produto será vendido neste fim de semana por R$ 119.


Este caso reflete exatamente o que acontece quando você compra na sexta feira, volta à loja na segunda e aquele produto que você comprou está em promoção com 40% de desconto. Você lembra...
 

•        Quanto custava um aparelho de DVD três meses atrás?
•        Uma TV de Plasma antes da copa?
•        Uma TV normal, 21 polegadas antes da tela plana?
 

Vários outros exemplos poderiam ser dados, como diz o meu filho, Gabriel (cinco anos), infinito e um exemplos. Estes vieram do site www.varejista.com.br já servem para que possamos de vez entender que ainda estamos muito longe de poder dizer que o cliente está em primeiro lugar, ou você ainda tem dúvidas?
 

Pensem nisso!!!
 

 

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