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Recursos Humanos

Recursos Humanos
31.05.2009
Os Desafios da Gestão dos Recursos Humanos

A área de Recursos Humanos nas empresas, vem há muito tempo convivendo com notícias das mais diversas origens,  a maioria delas focadas  sobre as mudanças que estão ocorrendo no contexto das relações humanas, trabalhistas, sociais e ambientais, isso em todo o mundo,  é evidente e não temos como contestar.

Também podemos visualizar uma preocupação extremada, sobre as dificuldades de mudança dessa área muitas delas ainda centrada na Administração Científica e outras na Escola Behaviorista, cuja maior contribuição foi a essência do uso das teorias “X” e “Y”  promovendo em suas ações, modelos assistencialistas e paternalistas, altamente combatidos, por provarem serem  nocivos ao desenvolvimento das pessoas.

Muitos dos assuntos que temos presenciados para a mudança de postura dos Gestores de  Recursos Humanos, giram em torno de;  Descentralização,  Consultoria Interna, Planejamento Estratégico, Administração de Mudanças, Gerenciamento Participativo, Comprometimento, Envolvimento  e Motivação dos Funcionários, etc.

E  por fim quais serão os desafios a serem enfrentados e vencidos pela área de Recursos Humanos para se modernizar, tornando mais eficaz e competitiva dentro das empresas.

Enfim, o resumo de tudo é como trilhar um  caminho, que sem desqualificar o atual estágio de desenvolvimento dos Recursos Humanos, possa impactar sensíveis mudanças no ambiente organizacional, elevando a qualidade, a produtividade e a competitividade das empresas.

Gostaríamos através deste artigo, clarear e amenizar um pouco essa  situação, oferecendo aos nossos Gestores de Recursos Humanos, uma reflexão sadia e atual, pois sabemos a grande importância que representam, no contexto do desenvolvimento  das nossa empresas.

A nossa proposta, parte do princípio de que as empresas precisam de  respostas rápidas e de grande valor agregado ao negócio, de forma criativa e de baixo custo.

Também não podemos esquecer que as organizações querem pessoas comprometidas e engajadas em seus objetivos, e que os RH tem evoluído muito nas últimas décadas, mas precisa evoluir mais. Cabe ao Gestor de RH, buscar novas fontes de estímulo, de recompensa e de contínua aprendizagem  para as pessoas nas empresas. Assim, o RH deve ser o suporte de todas as mudanças almejadas, colocando em prática a missão, a visão, os valores, e a cultura  da empresa.  Uma das maiores dificuldades enfrentadas pela área de RH, está na demora em mostrar  resultados de suas ações, o que pode ser solucionado com uma verdadeira e transparente política de comunicação e “feed back” praticados.

Portanto, se é nas dificuldades “que o soldado mostra o seu valor”, está na hora dos Gestores de RH, mostrarem também “a que veio’,  nessa  nova era chamada  “era da velocidade e do conhecimento”.

Assim,  os Gestores de RH, , devem se conscientizarem da importância que a oportunidade contida no cenário acima, lhes estão oferecendo, para iniciar um processo de mudança hoje mesmo.

O mercado da empregabilidade tem mostrado, que se os Gestores de RH não mudarem e se modernizarem em seu modelo de atuação, deixando de ser para alguns, “um mal necessário”, em pouco tempo estarão fora do mercado de trabalho.

A seguir, descrevemos alguns desafios a serem enfrentados pelo atual gestor de RH,  no desenvolvimento de seu processo de mudança, que em pouco tempo produzirá benefícios visíveis em toa equipe e como conseqüência na empresa.

O primeiro desafio, será  se auto desenvolver para entender as relações de prazer e sofrimento existentes nas relações de trabalho, que uma ora gera prazer e em outra situação produz sofrimento ao trabalhador. Assim o fazendo, estará mais capacitado para intermediar e se possível amenizar os conflitos que permeiam a interface do trabalho, fazendo com que a relação do trabalhador com sua atividade, deixe de ser  sacrificante  se tornando mais prazerosa.

O segundo desafio, será  transformar-se em consultor interno, não aquele gestor  de “sala com ar condicionado”, mas um parceiro de “chão de fábrica”, vivenciando, sentindo e  compartilhando das tristezas e alegrias dos funcionários, para ter embasamento  nas futuras decisões e ações.

O terceiro desafio, será implantar  o Gerenciamento participativo, adaptando alguns modelos atualmente utilizados, evoluindo para um novo modelo, através da nomeação de um Grupo Gestor Interno na empresa, devidamente treinado e habilitado, composto de representantes de todas as áreas, pautado nos princípios da Melhoria Contínua, no planejamento estratégico, na delegação e  no treinamento, gerando mais envolvimento, participação,  comprometimento e motivação de toda a  equipe para as ações do “novo” RH.

O quarto desafio, será delegar à este Grupo Gestor Interno, a aplicação das ações emitidas pela área de RH, que nesse caso irá acompanhar, controlar,  avaliar e corrigir caso seja necessário as rotas de obtenção  dos resultados. Neste contexto vale lembrar do “e-learning”  como ferramenta de apoio nos treinamentos internos.

Outra atitude de grande valor será a prática ostensiva do planejamento como ferramenta em  todas as atividades deste grupo, seja ela de qualquer natureza,  com o objetivo de evitar ações impensadas, que na maioria das vezes geram novos custos, desperdícios e falhas de toda espécie.

O quinto  desafio, será monitorar continuamente,  o ambiente interno,  registrando, analisando e tomando medidas corretivas e preventivas, para todas as falhas, erros e desperdícios, além de avaliar periodicamente o clima organizacional,  garantindo assim o contínuo aprimoramento de todos, pessoas e  processos, e como conseqüência, a evolução da área de RH.

O sexto desafio, será deixar a informalidade, passando a solucionar e a tomar  decisões de modo sistemático, o que  parece ser o mais difícil, o mercado atual globalizado e de alta velocidade em decisões, não comporta mais um RH com decisões informais com base na intuição, pois elas tem provado ser uma contribuição para a perda de competitividade e atraso nas  empresas.

Aliado a tudo isso, vem a exigência de otimização dos processos os objetivos, a missão, a política da empresa, como outro fator de mudança para uma nova postura dos RH.

Um RH moderno, não comporta mais decisões com base na informalidade, exigindo competência, velocidade, agilidade, e assertividade, o que  poderá ser obtido através de um contínuo aperfeiçoamento e com a prática da Gestão participativa.

O Quinto desafio, será promover o “feed back” em todas as ações junto aos funcionários de modo eficiente, pois muitas áreas de RH, possuem excelente programas, mas por não praticarem um comunicação eficaz, acabam perdendo efeito.

Para muitos empresas, a mudança da gestão dos RH, para um modelo moderno é  ainda uma utopia, principalmente pela cultura reinante há anos, onde a centralização do poder,  transparência das ações e  a participação dos funcionários, mais parece um “bicho de sete cabeças”.

Para concluir nossa reflexão, conclamamos os atuais  gestores de RH,  a meditarem sobre estes desafios, pois ainda temos visto, que as maiores dificuldades na implantação de um novo modelo, através  de um Grupo Gestor Interno, está na cultura de muitos responsáveis pela área de RH, resistentes à modelos de gestão participativa, por medo de perder poder.

Portanto, temos certeza absoluta, que a implantação de um novo modelo de  Gestão de RH nas empresas,  com a responsabilidade sendo delegada a um Grupo Gestor Interno, será a melhor contribuição que os atuais Gestores de RH, poderão dar,  contribuindo assim para  o fortalecimento e  melhoria da competitividade de suas empresas.

São desafios e decisões simples de tomar e cujos resultados logo aparecerão, como; maior participação e valorização da área de RH, melhor planejamento das atividades,  maior motivação dos funcionários, maior envolvimento e comprometimento,  tanto quanto na melhoria da organização interna, diminuição de conflitos, aumento do espírito de equipe, redução dos custos operacionais com a diminuição de  erros falhas e  desperdícios, impactando assim na melhoria da qualidade e  produtividade de produtos e serviços, e por fim da própria competitividade das empresas.

Boa sorte a todos!

(*) Prof. Samuel Paz, CMC
Certified Management Consultant
Consultor Certificado - IBCO/ICMCI/USA - International Council Management Consulting Institutes
Auditor da ISO 9000 – HGB-SAM/USA
MBA pela FGV/RJ/GYN em Gestão da Qualidade Total
Diretor da SOLUÇÕES E RESULTADOS CONSULTORIA
e-mail
svpaz@uol.com.br  


 

 
 
 






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