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Ética e Resp. Social

Ética e Resp. Social
12.02.2009
Ética Empresarial

Ser ético significa, dentre outras coisas, agir e pensar em consonância com o bem. Até pouco tempo essa frase soava muito bem em escolas, igrejas e em família, sendo que não imaginávamos que pudesse fazer algum sentido no ambiente empresarial.

Afinal o mundo empresarial sempre foi atolado de problemas: finanças, concorrência, melhores produtos e satisfação do cliente, sendo incompatível e até uma grande utopia pensar em conformidade com princípios éticos – ser ou pensar em ser bom.

Mas será uma utopia mesmo?

A verdade é que a partir dos anos 80 um número cada vez maior de empresas começou a ponderar que a ética no mundo empresarial fazia sentido e incorporá-la seria uma boa maneira de crescerem tanto financeiramente, como moralmente.

Estamos chegando aos nossos limites! Estamos a cada dia, mais e mais, cansados de tanta corrupção, de tanta falta de respeito e, portanto, de tanto descaso para com os valores éticos.  O consumidor tem os olhos atentos e a tendência é que fiquem mais atentos ainda às empresas destituídas de ética.

O consumidor mais critico - em decorrência da falta de ética nas empresas, da falta de respeito ao ser humano e da dignidade humana, em atenção aos crimes ecológicos e condições inumanas trabalho – tem manifestado sua postura critica, boicotando assim os produtos de tais empresas.

Diante dessa tendência mundial, as empresas precisam se adequar e, portanto, incorporar uma postura mais ética, não bastando para isso um código de ética. Necessário se faz que uma cultura seja instalada: Uma cultura ética dentro da empresa.

A cultura ética dentro da empresa vai além do ser bonzinho ou se fazer de bonzinho.  Não basta ser bonzinho, tem que ser justo. Não basta ser justo, tem que ser ético e para tanto é necessário que valores deixados ao longo do tempo - em função da ganância e do individualismo a qualquer preço – sejam reincorporados em cada um dos dirigentes de forma que todos os colaboradores sejam influenciados às boas maneiras e princípios do bem comum. 

Vale lembrar que tal escolha além de elevar o capital reputacional da empresa, uma vez que necessita deste para sobreviver, aumenta também os lucros, já que consumidor satisfeito pode significar consumidor fiel.

 

* Degmar Augusta

Advogada há mais de dez anos, com vasta experiência e atuação em grandes empresas, como EMSA, Unibanco e Santander. Gestora de grandes carteiras, com visão sistêmica e liderança.

Auditora interna ISO 9001/9002, com conhecimento e formação técnica no sistema de Gestão da qualidade. Atualmente especialista em Docência em Ensino Superior e Gestão Ambiental de Empresas com enfoque em responsabilidade socioambiental, desenvolvimento sustentável, RSE e RSC.

 
 
 






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