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Liderança Positiva Multiplica Forças

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Gestão

Liderança
02/04/2008
Liderança Positiva Multiplica Forças
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Considerável número de desligamentos de pessoas é motivado por comando inadequado. Certas reclamações trabalhistas também são ajuizadas como resultado da relação ruim com o chefe imediato. O descuido organizacional na seleção,  preparo e avaliação das lideranças faz surgir vários tipos de comando: omisso, tirano, jurássico, sarcástico, alterna-humor, infantil, senil,  indiscreto, metas inatingíveis, bonzinho, e por aí vai.

As trombadas entre chefes e subordinados no cotidiano das empresas levam a prejuízos incalculáveis. A boa conduta da liderança azeita caminhos, abre portas, constrói elos e pontes.

A escolha do líder para representar o “dono” do negócio é algo para ser feito sem economia. Mas as organizações teimam em não preparar sucessores, não formam líderes que possam administrar melhor os “quatro emes” de Métodos e Processos, Máquinas e Equipamentos, Materiais e Mão-de-obra.

Quem executa com maestria um trabalho e tem alto grau de fidelidade a uma organização não será, necessariamente, um bom ocupante de cargo de comando. Apenas conhecimento técnico e perfeição operacional não são pré-requisitos para indicar alguém a esse tipo de promoção. Líder tem que pensar em vários assuntos ao mesmo tempo, tem que articular, planejar, coordenar, convencer, se impor...e acima de tudo precisa gostar de gente, aceitar desafios e suportar pressões.

Em toda organização podemos notar, claramente, as diferenças de desempenho entre um setor e outro pelo perfil da liderança. Aqueles pró-ativos, que assumem de fato a liderança e os papéis inerentes são grandes facilitadores de resultados, jogam para a equipe e possuem a visão do conjunto, interagem positivamente com pares, superiores e subordinados.

Não é fácil liderar. O comandante precisa saber exatamente o que se espera dele. Caso contrário ficará perdido entre fazer ou mandar, planejar ou executar. A liderança positiva inspira confiança nos seus seguidores, e tem capacidade de inspirar e motivar pessoas, atingir e superar metas, ultrapassando limites.

Para isso, precisam ser bons comunicadores, saber ouvir e ter o poder de convencer. Tem que ser energéticos para transmitir dinamismo. Se automotivar para não perder a vontade de vencer. E exercitar a criatividade, tomando cuidado para não deixar que a rotina diária o envolva e enfraqueça o seu raciocínio, sem perder a condição do pensar diferente, de se questionar para descobrir sempre uma nova e melhor forma de fazer.

O bom líder descobre que liderar um caminho não termina nunca. Esse ponto nos remete ao poeta Ferreira Gullar, que falou um dia assim: “você pode escrever mil livros, e um dia você acorda e está a zero. Porque nada do que foi feito satisfaz a vida... A vida é viver”. Muito belo! Há sempre um novo tempo, um recomeço com novas metas e desafios impulsionando o bom líder.

Quem lidera processos e pessoas assume poder. O poder nos afasta um pouco da base, nos remete a um certo isolamento útil e necessário para usufruir independência e autonomia. O líder precisa de sensibilidade para não perder de vez o apego de sua turma, sem deixar contaminar-se  e, com isso, exercer a autonomia e surfar com maestria sobre as ondas calmas ou revoltas de sua difícil missão. O poder é, mesmo, solitário. Paradoxalmente solitário, pois muitas vezes aquele líder que convive com tanta gente à sua volta sente-se muito só para apreciar, julgar, decidir.

Quanto mais ganhamos o topo das organizações mais nos distanciamos da base, e mais ficamos sós. Verdadeira angústia assombra, muitas vezes, novas lideranças que sentem perder o prazer do convívio próximo dos colegas ao galgar uma posição que lhe exige outra postura, discrição, polidez, representação corporativa, independência para agir e decidir.

Sim, as lideranças falam pela empresa, e como tal aquela brincadeira descompromissada de outrora passa a ser encarada de outra forma. É necessário medir as palavras, pensar na repercussão do que vamos dizer, usar os filtros do bom-senso para conseguir ser admirado e respeitado por todos.

O velho amigo das piadas, do futebol, churrasco e pescaria não mais estará tão acessível como antes. Sua participação nos eventos sociais se vincula aos efeitos que isso trará no moral da tropa, na sensibilidade de cada um, na maneira de ver e agir do ser humano. Suas preferências pessoais poderão soar como “gostar mais, ou gostar menos” desta ou deste, daquele ou daquela.

Quando elevada ao comando a pessoa precisa enxergar o horizonte todo, vislumbrar a floresta e não apenas algumas árvores. Suas aparições e interação terão que ser gerais com o grupo como um todo, sem deixar transparecer tendências, pois o holofote estará dirigido para si, à procura de acenos reveladores. Não poderá ir pescar, por exemplo, somente com o Pedrinho e com o Cássio. Enfim, terá que se precaver, sem ser arrogante, e sempre acautelando-se nas relações.

Mas isso não expressa somente o lado perverso da relação. Nem por isso o líder precisa se afastar de vez do grupo liderado. Aliás, o líder bem avaliado é provedor - dá, treina, entende, ouve, integra, aconselha, recompensa - e também é cobrador, exigente, modificador de comportamentos que afetam as zonas de conforto visando o melhor resultado.

Chefe sempre bonzinho raramente cumpre seus objetivos. Mas chefe tirano dá prejuízos, afeta o ambiente, é o agente insalubre que provoca aquele mal-estar nas noites de domingo quando a vinheta do Fantástico anuncia que a segunda-feira está chegando, e a má figura do chefe, também.

A virtude está no equilíbrio, na ponderação, no “morder e assoprar” para colocar pesos equivalentes nos dois pratos da balança. Na dúvida, indagar sempre: “estou sendo justo nas minhas ações e decisões?” E, mesmo assim, sabendo de antemão que não vai conseguir agradar a todos, sempre, a todo o momento.

Parabéns, líderes responsáveis que se esforçam pelo bom cumprimento do difícil papel de representar o capital perante a força de trabalho, e que percebem quando alguém, sob sua liderança, se torna um profissional cada vez melhor porque foi bem liderado. A liderança positiva multiplica positivismo e faz um bem danado.

 
 
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Celso Gagliardo
 
 
  Gestor Especializado em Recursos Humanos
 
 
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