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Planejamento Estratégico: Lenda e Mistério

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Gestão

Estratégia
03/06/2008
Planejamento Estratégico: Lenda e Mistério
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Planejamento estratégico é uma lenda dentro das organizações. Todos já ouviram falar, mas poucos tiveram a oportunidade de ver. Há um clima de mistério que paira sobre esta tão importante atividade nas empresas modernas.

O planejamento estratégico é uma lenda dentro das organizações. Todos já ouviram falar, mas poucos tiveram a oportunidade de ver. Há um clima de mistério que paira sobre esta tão importante atividade nas empresas modernas. Fica restrito a uns poucos privilegiados que tem acesso á direção e, é caracterizado como algo intangível e especial que de tão relevante apenas um ou dois podem efetivamente conhecer todo o seu conteúdo. Por que este medo todo? A justificativa é proteger-se do risco de chegar à concorrência. Mas, se não há confiança em quem deve executá-lo como é que poderá haver sua implementação e monitoramento do progresso econômico e financeiro das organizações? Isto talvez prove que mesmo estes poucos que se tornam privilegiados sabem pouco como lidar com tão farta, importante tarefa. Criam aparências, formam opiniões tendenciosas e, na prática a maioria age pela própria experiência.

Por outro lado existem inúmeras organizações que nunca elaboraram o seu planejamento estratégico. Atuam como cegos em um tiroteio que é o mercado competitivo. Agem exclusivamente para o momento e contam com a visão e decisões acertadas de seus gestores. Mas, isto não é suficiente. Como podemos acreditar, enquanto clientes e mesmo funcionários, em uma organização que está sem rumo, que não nos traz perspectivas ou que não tem projetos concretos de estar presente no futuro? Organizações que vivem de seu produto / serviço atual e, não se movimentam para criar outros quando o atual se esgotar ou nem mais existir. Como elas irão se re-inventar quando estiverem na hora da verdade?

Existem segmentos econômicos em que a relação cliente e fornecedor requerem cada vez mais a comprovação da existência de um planejamento estratégico. Como um contrato de longo prazo para fornecimento de produtos e serviços poderá ser efetivo se o fornecedor não tiver seu plano estratégico? Como o fornecedor poderá acreditar e se programar se o cliente não tiver seu plano estratégico garantindo que estará ativo para lhe confirmar as compras? Uma relação contratual precisa desta confiança. Se muitas vezes o planejamento estratégico é deficiente e impacta em erros de decisão, o que poderemos dizer de empresas em que é evidente a sua inexistência? Somente nos levaria a agir pelo momento.

O fato relevante é que os gestores precisam aprender como fazer com que o planejamento estratégico chegue a todos os níveis da organização. Não se espera que chegue completo. O que é cada funcionário necessita é sua parcela correspondente para realizar seus objetivos e metas. Para que possam orientar concretamente as suas decisões e ações de planejamento orçamentário, as tomadas de decisão quando surgirem momentos difíceis. E sabemos que da mais simples á mais complexa organização é possível realizar um planejamento estratégico. É preciso que todos saibam qual é o cenário esperado e que fundamenta as ações e passos da organização. É preciso saber como os gestores esperam concretizar suas visões e estratégias dentro destes cenários. É preciso transmitir confiança e motivação para que todos acreditem e façam valer as suas responsabilidades e tarefas propostas. As corporações mais bem sucedidas têm conseguido desdobrar seus planejamentos a todos os níveis hierárquicos. Começam pelas metas corporativas, depois estabelecem as das diretorias, dos departamentos chegando até aos setores e indivíduos. Todas elas vinculam-se e, geometricamente influenciam umas às outras. Uma deficiência em qualquer etapa leva à percepção em sua lógica de inter-relação. Saber o que deve ser feito, qual prazo e com que recursos se pode cumprir é um grande passo para o sucesso de cada profissional e por conseqüência de toda a organização. E esta é a estratégia mestra para todas as organizações. Não se esperam funcionários que sejam passivos ao ponto de irem á empresa apenas para cumprirem ordens e permanecerem nos horários estabelecidos. Deseja-se aqueles que efetivamente possam contribuir. Se não existir um plano estratégico a pergunta é: contribuir com o que? Contribuir para que? Pense nisto!

 
 
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Sergio Canossa
 
 
  Consultor, Auditor e Palestrante em Qualidade, RH e Meio Ambiente
 
 
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