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Qualidade e Produtividade

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Qualidade

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20/02/2008
Qualidade e Produtividade
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Ao falar em desempenho de processos e de organizações ouvimos muitos consultores falarem que é necessário não somente ser eficiente, fazendo certo as coisas, mas sim que devemos ser eficazes, fazendo as coisas certas, além de buscar a efetividade, ou seja, fazer as coisas certas da maneira correta. Não tenho nada contra estes conceitos, e também com as pessoas que utilizam os mesmos em suas palestras motivacionais. Porém, o que não podemos nos esquecer, em termos de desempenho, é da produtividade, que no final das contas, acaba sendo a principal busca nas organizações.

No início da era industrial a preocupação dos gestores estava voltada para os volumes de produção. Com o aumento da competitividade, viu-se que a simples medição destes volumes não era suficiente para gerar ação, surgindo então a medição da produtividade, que até a segunda guerra mundial era entendida como a razão entre o volume produzido e o tempo gasto para esta produção.
 
Este conceito durou por muito tempo, mas com a competição saindo do âmbito das indústrias e partindo para a comparação entre países, este conceito evoluiu e se tornou mais abrangente, e também mais confuso. Hoje podemos afirmar que mais fácil entendermos a importância da produtividade que o seu significado.

Uma das formas mais simples de se definir produtividade é como sendo a razão entre a saída, ou o resultado final, de um processo e a entrada, que representa os recursos necessários à obtenção da saída. De outra forma: Produtividade = (saída/ entrada). O resultado desta pequena equação nos diz quantas unidades de “saída” conseguimos obter para uma unidade de “entrada”.

Algumas pessoas interpretam de maneira equivocada a equação da produtividade. À primeira vista podemos afirmar que para aumentarmos a produtividade é necessário fazer duas coisas: ou aumentamos a saída mantendo a mesma quantidade de recursos, ou, para uma mesma saída, diminuímos os recursos. Porém, quando colocamos como recursos as pessoas necessárias para a produção de um dado bem ou serviço, esta interpretação pode levar ao aparecimento de alguns problemas, já que em busca de alta produtividade uma empresa pode exigir muito mais que os seus colaboradores podem suportar, ou então simplesmente demiti-los na busca de fazer mais com menos.

Uma outra interpretação errônea é a organização buscar a alta produtividade sem levar em conta a qualidade do que está sendo produzido ou do serviço que está sendo ofertado, pois de que adianta aumentar a quantidade de exigências de um colaborador, se este também produzirá mais defeitos em conseqüência do aumento do esforço? Ou então a empresa se preocupar somente com o aumento da quantidade produzida ou da oferta de serviços e não levar em conta o retorno de produtos defeituosos do campo, o aumento da reclamação dos clientes e os custos de assistência técnica, por exemplo, decorrentes do aumento da produção com baixa qualidade?

Quando o foco do aumento da produtividade se concentra somente no aumento de volumes de produção, esta estratégia pode levar a empresa a resultados desastrosos, como quando ela produz quantidades maiores que seu mercado consegue absorver, fabrica produtos ou oferece serviços que seus clientes não estão dispostos a adquirir, levando-a a ficar com grandes quantidades de estoque de produtos prontos.

Em fim, a produtividade não deve se entendida somente como a razão entre resultados e recursos, mas sim de uma forma mais ampla, levando em conta todas as variáveis existentes nos processos, focando nas necessidades de todas as partes interessadas no negócio, buscando melhorias e resultados relevantes para todos.

A busca pelo aumento da produtividade deve ser feita baseada no aumento da qualidade dos produtos e serviços em todo seu ciclo de vida. Esta busca começa quando a organização decide pela introdução de um novo produto ou processo, passando pelas mãos dos engenheiros que devem projetar um produto robusto e à prova de falhas, pelo estudo dos processos necessários à fabricação do produto ou à oferta do serviço, sem esquecer a seleção e qualificação dos fornecedores e o cuidado com a entrega, pós-venda e assistência técnica. O aumento da produtividade é muito maior que o simples aumento dos níveis de produção. Ele está totalmente integrado ao conceito de qualidade total, levando a organização a buscar ganhos em todos os aspectos de suas operações.

Não podemos nos esquecer do elemento principal em qualquer organização para a busca do aumento da produtividade, o elemento humano. São as pessoas com suas atitudes que levam as empresas a atingirem altos índices de produtividade. Os resultados estão diretamente ligados às capacidades das pessoas, à sua motivação para colocar suas competências a serviço da organização, ao trabalho em equipe, à mentalidade voltada para o sucesso de seus clientes, internos e externos. Processos, ferramentas e mecanismos de controle são elementos que devem servir para apoiar as pessoas a alcançarem o seu máximo desempenho e com isso a maior produtividade. Colocados acima destas, qualquer esforço no sentido de melhores resultados serão em vão.

 
 
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Colunista
Emanuel Edwan de Lima
 
 
  Mestre em Gestão Empresarial, Gestor da Qualidade do Inst. Genius
 
 
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