ogerente.com
Conversão do Conhecimento

 Leia Antes de Continuar: Você está visualizando uma versão antiga do Portal O Gerente.  Conheça e faça seu cadastro na Rede O Gerente, nossa rede social e de conteúdo.

 

Qualidade

Qualidade
22/07/2007
Conversão do Conhecimento
PUBLICIDADE

O Zé Geraldo chegou e foi logo falando:

- Li seu último artigo. Você falou sobre a gestão do conhecimento, em nós compartilharmos o que sabemos e aprender coisas novas. Mas como que isso acontece de verdade?

Falei então para o Zé sobre os processos de conversão de conhecimento que foram estudados por Nonaka e Talkeuchi (Criação do conhecimento na empresa), onde eles falam que esses processos de conversão movem a espiral do conhecimento.

- Espera aí, conversão, espiral, explica isso aí com mais calma!

- Vamos então começar com os processos de conversão do conhecimento. O primeiro é chamado de socialização. Ocorre quando convertemos o nosso conhecimento tácito em outro conhecimento tácito, ou seja, quando compartilhamos a nossa experiência com uma outra pessoa, geralmente de maneira verbal ou por demonstração. Existem conhecimentos que só podem ser transmitidos desta maneira.

- É mesmo, outro dia estava ensinado meu filho a andar de bicicleta – falou o Zé. Você reparou que não existe manual que ensine a gente a andar de bicicleta? É o tipo de coisa que nós aprendemos e ensinamos na prática, não está nos livros.

E o Zé estava certo. A socialização do conhecimento é resultado da interação entre as pessoas. É o conhecimento passado do mestre para o aprendiz. Nas organizações ela está presente nas reuniões para solução de problemas, nas capacitações. Uma das formas de socialização que as empresas estão utilizando hoje em dia é a prática do coaching. Uma das formas de coaching é quando um executivo sênior ajuda no desenvolvimento de outros, passando um pouco de sua experiência acumulada nos anos de trabalho para os que estão começando.

- Então passamos ao segundo processo, denominado de externalização, que é a conversão do conhecimento tácito em explícito.

- É quando colocamos no papel aquilo que sabemos? – perguntou o Zé.

- Você novamente está certo. A externalização ocorre quando sistematizamos o nosso conhecimento em forma de manuais, procedimentos, livros ou outras maneiras de disponibilização. Ela ocorre quando geramos um novo procedimento e ele gera resultados para a organização, pois do contrário seria somente mais um dado.

- Entendi... Seria possível a gente converter um conhecimento explícito em outro conhecimento explícito?

- Parece que você pegou o jeito coisa! - Brinquei com ele - é o que chamamos de combinação.

- Pelo nome acho que outro dia presenciei esse negócio de combinação. A minha esposa pegou uma receita de pato com laranja e uma de picanha de forno, e escreveu a receita de Picanha com Laranja. Ficou uma delícia, estamos até pensando em mandar a receita para um concurso.

- Zé, você acertou na mosca. A combinação dentro do ambiente organizacional é a utilização dos ativos existentes para a geração de novos, por meio da junção de procedimentos, repensar operações e outras formas de utilizar o conhecimento existente para gerar ganhos para a organização.

E finalmente, mas não menos importante, temos a conversão do conhecimento explícito para tácito, que é a internalização. Ela ocorre quando absorvemos o conhecimento sistematizado, seja por meio de leitura de manuais,  de treinamentos ou seminários. Quando então aumentamos o nosso conhecimento.

- Agora entendi esse negócio de espiral do conhecimento. Quando a gente participa de um treinamento, nós internalizamos o conhecimento. Depois a gente passa o que aprendeu para os outros, que é a socialização. Só aí melhoramos os processos, fazendo a combinação, e eu, consequentemente, aprendo então mais um pouquinho. Isto faz o conhecimento organizacional aumentar a cada ciclo desta espiral. -  arrematou brilhantemente o Zé.

- E esta espiral pode ser acelerada, ou seja, existem mecanismos para que a conversão do conhecimento se dê cada vez com mais intensidade dentro das organizações, aumentando desta maneira o conhecimento organizacional, dentre elas podemos citar:

  • O envolvimento das pessoas na solução compartilhada de problemas;
  • A integração de novas tecnologias e métodos para a realização de trabalhos;
  • A utilização de formas externas de conhecimento; e 
  • A experimentação formal ou informal, de maneira constante.

- Mas nem tudo são flores, não é? – perguntou o Zé.

- Realmente, existem algumas barreiras à gestão do conhecimento, tanto no nível do indivíduo quanto no nível das organizações. Com relação ao indivíduo, podemos citar a cultura, o aprendizado, a história de vida da pessoa, o meio onde ela se desenvolveu, as deficiências cognitivas. Ou seja, toda a bagagem que ela traz para a organização. Para dar um exemplo, se a educação dela foi repressiva, ela nunca estará à vontade para sugerir novas idéias ou até mesmo para dar sua opinião sobre qualquer assunto.

Nas organizações, as barreiras podem estar relacionadas, à distribuição do poder, estilo de liderança, cultura organizacional, estrutura dos recursos humanos. Enfim, em todo o ambiente organizacional, pois se compararmos uma empresa onde o erro bem intencionado é tolerado com outra onde é “proibido errar”, veremos que em uma temos um ambiente muito mais propício para o aparecimento de novas idéias, e nestas a gestão do conhecimento certamente trará ganhos e aumentará seu valor. Enquanto que na outra prevalecerá a idéia do “sempre fizemos assim”, sem olhar que o mundo está em constante mudança e as velhas soluções não se aplicam ao desafios atuais.

 
 
VOLTAR PARA O ÍNDICE DE COLUNAS
 
Publicidade
 
 
 
 
 
Colunista
Emanuel Edwan de Lima
 
 
  Mestre em Gestão Empresarial, Gestor da Qualidade do Inst. Genius
 
 
  77
 
  27
 
  36
 
  Veja o Perfil Completo  
  Outros Artigos de sua autoria  
  Adicionar o Colunista aos Favoritos  
  Escreva para este Colunista  
  Website do Colunista  
  Citações do Colunista  
  Produtos do Colunista  






Avantta Consulting Pozati Comunicação