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SOA no Mercado Corporativo Atual
Tecnologia

Sistemas Empresariais
05/06/2009
SOA no Mercado Corporativo Atual
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O mercado corporativo atual passa por um momento crítico onde a crise mundial começa a afetar as empresas e ao contrário do que se parece a área que mais consegue se consagrar nesse mercado é a área de TI (Tecnologia da Informação), porém como se consagrar nesse mercado sem gerar muito custo e gerando resultados visíveis a toda a empresa?

SOA é uma das soluções mais viáveis para esse mercado corporativo turbulento, mas o que é SOA?

SOA por ser um conceito relativamente novo pode ter diversos entendimentos, o que eu gosto de expor é que SOA é um padrão de engenharia de software que permite que funcionalidades de aplicativos e processos já implementados e funcionais se tornem serviços e estes possam ser consumidos por outros sistemas a qualquer momento tornando o seu ambiente de TI mais flexível.

Como temos diversas interpretações do conceito, imagine-se em um ambiente corporativo com uma arquitetura de serviços.

O Analista de negócios da sua empresa pode pensar que está em um ambiente ágil, funcional e integrado, já o Gerente de TI ou CIO da companhia pensa em SOA como um processo estruturado e voltado para uma governança de TI que permite que haja interatividade entre a equipe de tecnologia e o negócio, sonho de todo CIO.

Já a equipe técnica, o arquiteto de soluções tem maior escalabilidade para desenhar seus processos e o desenvolvedor tem um framework facilitador que reúne objetos desenvolvidos que serão reutilizados, com uma facilidade de utilização de processos prontos em legados e pradronização “UNIVERSAL” por XML, e o melhor de tudo, para o usuário final essa arquitetura é transparente, pois toda essa tecnologia de integração se transforma em um frontend único consolidando dados de todos os legados e sistemas principais.

A Arquitetura orientada a serviços se insere em um processo de reorganização dos processos de TI, otimizando os processos existentes, minimizando assim o custo com processos duplicados.

O padrão de desenvolvimento de software sofreu algumas transformações desde 1942 com o surgimento do ENIAC, foi amadurecendo, facilitando cada vez mais a codificação e tornando-se cada vez menos somente tecnologia aplicada ao negócio, passando a ser mais negócio aplicado a tecnologia.

Vamos aproveitar então que estamos em uma era mais voltada ao negócio e deixar isso a nosso favor.

A primeira etapa de um projeto de SOA é identificar os processos que temos em comum nas empresas, analisando legados, sistemas satélites e sistemas principais.

Após identificarmos esses processos, podemos arquitetá-los como serviços, para tal precisamos de um ESB (Enterprise Service Bus) que fará o papel de middleware (Sistema que faz a ponte entre o software que contem o processo e o transforma em serviço para integração). E de um repositório de serviços.

Isso para qualquer CIO é um “sonho de consumo”, manter os processos funcionais, performáticos e que possam ser consumidos por qualquer aplicação que converse com serviços.

Imagine em um cadastro de clientes, onde você está no inicio do cadastro, inclui o CPF, este é consultado diretamente na base do SERASA trazendo o nome completo e a situação cadastral, após isso, inclui-se o CEP que faz uma consulta por serviços na base dos correios, trazendo já o endereço e os cadastrando diretamente em um processo selecionado que se tornou um serviço e que poderá ser consultado pelo seu cliente a qualquer momento.

Esse é o mundo novo de TI.

Um dos maiores benefícios de SOA é a integração e o baixo custo de implementação de novos processos, pois o padrão de codificação aberto reduz o custo, utilizando de mão de obra mais barata para o desenvolvimento de um determinado processo, ou seja, posso desenvolver um processo na linguagem que eu determinar, com o framework de desenvolvimento que eu determinar e integrar a qualquer processo dentro de minha corporação.

SOA possibilita a criação de um frontend de aplicação único que integra com a minha malha tecnológica (sistemas legados, satélites, BI, ERP, CRM) consolidando-os e trazendo uma informação única dos sistemas, ou seja, posso utilizar um browser, com uma aplicação WEB que está integrada por serviços em meu sistema de BI, meu sistema de CRM, meu ERP, no ERP do meu fornecedor, nos meus sistemas legados aproveitando o que há de melhor nesses sistemas e construindo uma aplicação composta que me permitirá uma consolidação dos dados, minimizando esforço de implementação de novos processos e custos altos de desenvolvimento.

 
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