<O tema que será abordado deve ser tratado com extrema cautela.
Há uma
enorme confusão quando se fala em ambição. Normalmente, vem à mente a idéia de
alguém sem escrúpulos, que fará o que for preciso, nem sempre licito, para
conseguir o que busca. Nada mais ultrapassado que essa concepção!
Um dos conceitos mais difundidos é que a ambição é o desejo por riquezas,
mas, infelizmente, as pessoas o compreendem de forma errônea, confundindo a
ambição com a ganância. O que há de mal nesse desejo? Será que as pessoas não
têm o direito de aspirar a riquezas? Personagens bíblicos foram
riquíssimos
e, nem por isso, segundo a Bíblia, foram para o inferno, não é?
Não há nada de errado no ser humano que deseja vitórias, conquistas,
riquezas. A diferença entre o certo e o errado está na forma como esse indivíduo
alcançará esses anseios. Se for de forma honesta, íntegra, sem “pisar” em
ninguém, agindo de acordo com os princípios que norteiam, ou deveriam nortear,
uma sociedade, não há o que temer; pode ficar rico!
As crenças, não apenas religiosas, interpretadas de forma equivocada,
conduzem ao surgimento de pessoas sem ambição, sem maiores aspirações, pelo fato
de que lhes foi doutrinado a iniqüidade da riqueza. Essas crenças, alimentadas
cotidianamente, ajudam a explicar o retrato da pobreza na qual as pessoas vivem,
sobrecarregando o poder Divino de responsabilidade por tal situação. Atitudes
governamentais, como o exasperado assistencialismo, acabam tirando do indivíduo
a possibilidade do autosustento, da busca por novos horizontes, dificultando sua
evolução e mantendo seus pensamentos na mediocridade.
A palavra ambição deve ser entendida como a vontade de possuir riqueza, de
forma honesta, para propiciar conforto, saúde, segurança, amor ao maior número
de outros indivíduos que não possuem, por qualquer motivo, a mesma condição. E
quando falamos em riqueza, não nos referimos, necessariamente, a grandes
fortunas ou valores de grande expressividade. Estamos falando da possibilidade
de dar à família, aos indivíduos, a condição de uma vida digna, sem privações de
direitos básicos.
Jamais devemos dizer a uma criança que ter riqueza é ruim, que é pecado
possuir dinheiro, ou estaremos colaborando para manter uma população de pessoas
medíocres e, muitas vezes, desmotivadas à vida, já que, segundo os ensinamentos
recebidos, não poderão ter privilégios e não são merecedoras de conquistas e se,
por ventura, conseguirem riqueza, não serão bem vistas perante a sociedade.
Urgentemente, precisamos desmistificar a ambição. Ela é saudável, sempre que
estiver em equilíbrio com a ética, a integridade, a honestidade e,
principalmente, com o “fazer o bem, sem olhar a quem”.
Para encerrar a confusão criada acerca do tema ambição, vale esclarecer que o
que não é adequado e, terminantemente repudiado, é a ganância, que nada tem a
ver com ambição.
Felicidades e boas ambições!