Amigos, por muito tempo convivendo com empresas e pessoas, nos acostumamos às
rotinas, adquirindo a tal “experiência profissional, que costumo traduzir
como:“A descoberta de soluções para as necessidades profissionais, que se tornam
ações freqüentes em nosso dia-a-dia”.
Agora, pensem a respeito do que acabei de descrever.
Talvez, analisando rapidamente, você concorde com essa parametrização do que
seja “experiência profissional”, mas, comparando com suas “experiências de vida”
chegue à conclusão de que nunca viveremos literalmente as mesmas experiências
mais de uma vez na vida.
Tudo que passamos está contido em um momento, em um
cenário, em uma formação fotográfica instantânea de nossos neurônios, em uma
visão momentânea que surge no ato de nossas decisões, portanto, em nossa rotina
diária, é impossível que um mesmo cenário se repita.
Comparativamente vejamos a vida da borboleta: ela nasce lagarta, luta pela
sua sobrevivência, alimenta-se das folhas da planta onde foi depositada,
acumulando energia para depois se encasular. Cresce então em um mundo pequenino,
seu casulo, mudando suas características pouco a pouco para em um determinado
momento, se libertar do invólucro e se transformar em borboleta, conquistando
assim a liberdade do vôo, a liberdade de ir e vir, levando sua beleza que
encanta a todos que a observam.
Porém, depois dessa transformação, a
borboleta jamais retornará ao seu casulo e jamais voltará à mesma planta em que
passou sua fase lagarta.
Nessa libertação, da fase casulo para a fase
borboleta, quero registrar um pequeno detalhe: se no momento exato que a
borboleta sai de seu casulo para levantar vôo, não aguardar que uma ou as duas
asas se estiquem completamente e sequem ao vento, essa borboleta não poderá voar
e estará condenada a morte.
Nós profissionais, quando entramos no mercado de trabalho, estamos na fase
lagarta. Buscamos informações para penetrarmos fundo na carreira que
escolhemos, nos arrastando pelas salas de entrevista, vasculhando os caminhos da
internet, das informações curriculares, dos conselhos de nossos pais e mestres,
começando nossa rede de networking – nos alimentando de tudo que nos é
oferecido. Enfim, vivemos uma luta constante pela sobrevivência (somos lagarta),
com o objetivo de conquistar e nosso 1ºemprego (para entrarmos na fase
casulo).
E então, com o primeiro emprego, começamos a nos preparar para a fase
borboleta de nossa carreira profissional, acreditando que nosso emprego (casulo)
é responsável por nos prover de tudo o que precisamos – oportunidade,
conhecimento, dinheiro, motivação, etc.
Diante disso, muitos ficam
acomodados, esperando que tudo seja servido numa bandeja, sem a consciência de
que devemos buscar o que queremos em nosso casulo, através das paredes finas que
nos separam do resto do mundo.
É fácil esquecer que o mundo nos oferece tudo o que precisamos, mas cabe a
cada um de nós a conquista. Temos que nos preparar, é essa atitude que nos fará
sair do casulo e nos transformarmos em borboleta.
Uma borboleta que irá voar
não só em torno de seu emprego, voará mais alto, conquistando SUCESSO, LIBERDADE
e MOTIVAÇÃO onde quer que esteja.
Quem consegue se transformar em borboleta se torna admirável diante da
maioria que não consegue ultrapassar a fase lagarta, porque os que ficam na fase
lagarta continuarão reclamando pela falta de liberdade, esperando que o sucesso
aconteça como um passe de mágica diante da estagnação, do retrocesso, da
amargura que os transformam em personagens eternos da mesmice profissional.
Mas vocês, meus amigos que estão lendo este artigo, vocês são diferentes. Já
sabem como sair do casulo e se transformarem em borboletas. Vocês já descobriram
que a carreira depende das atitudes e das conquistas provenientes de muito
esforço e dedicação.
Sabemos que não é fácil, nada é fácil. Sabemos que teremos muito a aprender,
muitas coisas a conquistar, No casulo estaremos aprendendo, conhecendo e
saboreando cada evolução, pois, juntos, conquistaremos a LIBERDADE ao nos
transformarmos em borboletas podemos sobrevoar o mundo.
E a dica mais importante está ainda na atitude da borboleta que ao voar,
busca a sobrevivência no néctar das flores e assim inicia o processo de
polinização, distribuindo a vida por onde passa.
É por isso que nós, “profissionais-borboletas”, devemos fazer duas coisas,
que são primordiais: aguardar que nossas asas se estiquem e sequem antes
de levantar vôo e, depois disso, compartilhar nossos conhecimentos, ajudando aos
que estão na fase casulo para que saiam e se tornem borboletas também. Essa é
nossa missão e com certeza juntos faremos isso.
É assim que se concretiza uma CARREIRA DE SUCESSO, lutando e conquistando a
LIBERDADE para, em seguida, termos a satisfação de compartilhar nossas
experiências, assim como eu faço agora.
A nossa CARREIRA só depende de nós, de mais ninguém, por isso pense no EFEITO
BORBOLETA.