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Inovar é fazer algo que nunca se fez ou fazer algo de forma diferente. Inovar
é fazer algo novo. Por ser novo possui um certo grau de incerteza e sendo assim
possui riscos relacionados. Não dá para inovar sem correr riscos. O risco é algo
inerente à inovação. Quanto mais inovadora é a organização ou quanto mais ela
busca inovações, maiores são as incertezas e maiores são os riscos. Os riscos
precisam ser avaliados e cálculados, mas não existe inovação sem algum tipo de
incerteza, sem algum tipo de risco ou ainda sem algum tipo de investimento.
As organizações inserem inovações com o objetivo de se tornarem mais
competitivas, oferecer melhores produtos ou possuirem processos mais enxutos. As
itenções e necessidades são diversas. As inovações inseridas pelas empresas
podem ser simples ou complexas. Podem exigir grandes investimentos ou podem ser
conseguidas com pequenos investimentos. Podem alterar sua essência e forma de
trabalho ou podem ser apenas facilitadoras para seus processos.
As pequenas empresas nem sempre dispõem de grandes somas de recursos
financeiros para investirem em inovações, sendo assim uma boa forma de driblar
esse problema é criar um ambiente favorável, onde os colaboradores da
organização se envolvam e participem dos processos inovadores, e mais, que se
sintam estimulados a trazer soluções inovadoras para a empresa. Esse tipo de
investimento é bastante atrativo para a organização, pois nem sempre exige um
grande desembolso financeiro, e bastante atrativo para os profissionais, por ser
um fator motivacional.
Algumas vezes essas inovações encontram obstáculos por precisarem quebrar
paradigmas. Por mudarem a forma de trabalho das pessoas. A mudança é sempre um
fator de estresse. Em um ambiente favorável a disseminação das mudanças causadas
pelas inovações se torna muito mais fácil, pois uma cultura é criada e as
barreiras são mais facilmente vencidas.
A regra básica para a criação desse ambiente é o reconhecimento do esforço
dos colaboradores na busca de inovações. Esse reconhecimento começa na
valorização não somente dos esforços que trouxeram um resultado positivo, mas
também na valorização dos esforços que não deram certo ou que não troxeram o
resultado esperado. Não é o resultado negativo que está sendo valorizado, mas a
atitude pela busca de soluções inovadoras. Se a empresa não aprender a valorizar
esses esforços, um ambiente de insegurança poderá se formar e os profissionais
não irão se sentir estimuladas a arriscar, mas somente irão agir se tiveram uma
grande margem de segurança ou absoluta certeza que não irão fracassar. Só irão
assumir responsabilidades diante das situações onde o risco de algo dar errado
for muito baixo. Essas atitudes limitadas não permitarão criar um ambiente
favorável para soluções inovadoras, já que não correm risco algum.
As empresas, assim como as pessoas, aprendem também com os erros, por isso,
mesmo tentando evitar o erro não podem ter medo errar. O importante é que as
empresas criem sistemáticas de aprendizagem por meio das lições aprendidas que
esses erros propiciam.
Não poderia terminar esse artigo sem trazer um exemplo concreto de uma
inovação útil com pouco investimento para as pequenas empresas. Uma novidade
emergente dentro das organizações é a utilização de mapas mentais. Esse novo
conceito incorpora uma forma diferente no pensar das pessoas e consequentemente
das organizações. Essa técnica pode ser utilizada em reuniões, no auxílio de
definição de processos e trabalhos e na preparação de documentos. É uma técnica
facilmente utilizada e disseminada, com resultados visíveis em ganhos de
produtividade e objetividade.
As pequenas empresas precisam aproveitar todas as oportunidades de inovação,
sejam elas amplas e complexas ou pequenas e simples. O importante é que sejam
implementadas de forma eficaz e eficiente e utilizando o seu maior capital: Os
colaboradores.
* Osvaldo Pedra

Possui 20 anos de experiência profissional, das quais a
maior parte na área de Tecnlogia da Informação, desempenhando as funções de
Programador, Analista de Sistemas, Analista de Negócios, Líder de Equipes,
Professor, Palestrante, Gerente de Projetos e Consultor, com grande conhecimento
em Qualidade, Desenho de Processo, Metodologia e Escritório de
Projetos.
Desenvolveu trabalhos na ASBACE, CTIS, Unitech e Brasil
Telecom, onde desenvolveu projetos nas áreas de Trânsito, Contabilidade,
Tesouraria, Financeira, Recursos Humanos, Captação de Recursos, Jurídica e
muitas outras.
É certificado PMP, MPS.BR e especialista em Spider Project.
É graduado em Administração, com Extensão em Didática do Ensino Superior e
Pós-graduado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas.
Atualmente trabalha na X25 Treinamento e Consultoria e vem
atuando nas áreas de Gás e Petróleo, Hidroelétricas e Construção Cívil como
Consultor e Professor em Gestão de Projetos e Spider Project
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