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Criando um Ambiente Favorável à Inovação
Empreendedorismo

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12/11/2007
Criando um Ambiente Favorável à Inovação
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Inovar é fazer algo que nunca se fez ou fazer algo de forma diferente. Inovar é fazer algo novo. Por ser novo possui um certo grau de incerteza e sendo assim possui riscos relacionados. Não dá para inovar sem correr riscos. O risco é algo inerente à inovação. Quanto mais inovadora é a organização ou quanto mais ela busca inovações, maiores são as incertezas e maiores são os riscos. Os riscos precisam ser avaliados e cálculados, mas não existe inovação sem algum tipo de incerteza, sem algum tipo de risco ou ainda sem algum tipo de investimento.

As organizações inserem inovações com o objetivo de se tornarem mais competitivas, oferecer melhores produtos ou possuirem processos mais enxutos. As itenções e necessidades são diversas. As inovações inseridas pelas empresas podem ser simples ou complexas. Podem exigir grandes investimentos ou podem ser conseguidas com pequenos investimentos. Podem alterar sua essência e forma de trabalho ou podem ser apenas facilitadoras para seus processos.

As pequenas empresas nem sempre dispõem de grandes somas de recursos financeiros para investirem em inovações, sendo assim uma boa forma de driblar esse problema é criar um ambiente favorável, onde os colaboradores da organização se envolvam e participem dos processos inovadores, e mais, que se sintam estimulados a trazer soluções inovadoras para a empresa. Esse tipo de investimento é bastante atrativo para a organização, pois nem sempre exige um grande desembolso financeiro, e bastante atrativo para os profissionais, por ser um fator motivacional.

Algumas vezes essas inovações encontram obstáculos por precisarem quebrar paradigmas. Por mudarem a forma de trabalho das pessoas. A mudança é sempre um fator de estresse. Em um ambiente favorável a disseminação das mudanças causadas pelas inovações se torna muito mais fácil, pois uma cultura é criada e as barreiras são mais facilmente vencidas.

A regra básica para a criação desse ambiente é o reconhecimento do esforço dos colaboradores na busca de inovações. Esse reconhecimento começa na valorização não somente dos esforços que trouxeram um resultado positivo, mas também na valorização dos esforços que não deram certo ou que não troxeram o resultado esperado. Não é o resultado negativo que está sendo valorizado, mas a atitude pela busca de soluções inovadoras. Se a empresa não aprender a valorizar esses esforços, um ambiente de insegurança poderá se formar e os profissionais não irão se sentir estimuladas a arriscar, mas somente irão agir se tiveram uma grande margem de segurança ou absoluta certeza que não irão fracassar. Só irão assumir responsabilidades diante das situações onde o risco de algo dar errado for muito baixo. Essas atitudes limitadas não permitarão criar um ambiente favorável para soluções inovadoras, já que não correm risco algum.

As empresas, assim como as pessoas, aprendem também com os erros, por isso, mesmo tentando evitar o erro não podem ter medo errar. O importante é que as empresas criem sistemáticas de aprendizagem por meio das lições aprendidas que esses erros propiciam.

Não poderia terminar esse artigo sem trazer um exemplo concreto de uma inovação útil com pouco investimento para as pequenas empresas. Uma novidade emergente dentro das organizações é a utilização de mapas mentais. Esse novo conceito incorpora uma forma diferente no pensar das pessoas e consequentemente das organizações. Essa técnica pode ser utilizada em reuniões, no auxílio de definição de processos e trabalhos e na preparação de documentos. É uma técnica facilmente utilizada e disseminada, com resultados visíveis em ganhos de produtividade e objetividade.

As pequenas empresas precisam aproveitar todas as oportunidades de inovação, sejam elas amplas e complexas ou pequenas e simples. O importante é que sejam implementadas de forma eficaz e eficiente e utilizando o seu maior capital: Os colaboradores.

* Osvaldo Pedra

Possui 20 anos de experiência profissional, das quais a maior parte na área de Tecnlogia da Informação, desempenhando as funções de Programador, Analista de Sistemas, Analista de Negócios, Líder de Equipes, Professor, Palestrante, Gerente de Projetos e Consultor, com grande conhecimento em Qualidade, Desenho de Processo, Metodologia e Escritório de Projetos.

Desenvolveu trabalhos na ASBACE, CTIS, Unitech e Brasil Telecom, onde desenvolveu projetos nas áreas de Trânsito, Contabilidade, Tesouraria, Financeira, Recursos Humanos, Captação de Recursos, Jurídica e muitas outras.

É certificado PMP, MPS.BR e especialista em Spider Project. É graduado em Administração, com Extensão em Didática do Ensino Superior e Pós-graduado em Análise, Projeto e Gerência de Sistemas.

Atualmente trabalha na X25 Treinamento e Consultoria e vem atuando nas áreas de Gás e Petróleo, Hidroelétricas e Construção Cívil como Consultor e Professor em Gestão de Projetos e Spider Project

 
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