Numa recente pesquisa, perguntados sobre qual o objetivo das empresas, seus
proprietários responderam... ????
O que você responderia? Se sua resposta foi LUCRO, meus pesares, você está
com a maioria, no entanto, temos visto que no Brasil, via de regra, a maioria
tem estado errada!
Noventa e nove por cento das respostas obtidas foi a mesma, ou seja, o
objetivo principal de quase toda empresa é a obtenção de lucro. Agora me
responda outra: você está a fim de distribuir seu dinheiro com alguém? Hum, te
peguei!
Ninguém está disposto, sem uma boa justificativa, a compartilhar sua riqueza
com outras pessoas. As pessoas querem um motivo nobre para fazer isso. E se elas
descobrirem que sua empresa tem como objetivo obter lucro, cuidado, elas
pensarão que precisam “perder” para você ganhar.
Não há demagogia no que estamos comentando. Basta que você se coloque no
lugar dos seus clientes. Você daria seu dinheiro a alguém que não lhe oferecesse
algo sublime em troca, além de um vil produto, mercadoria ou serviço? Penso que
não. Explique o motivo pelo qual pessoas se deslocam quarteirões para comprar
pão, carne, ou para buscarem um serviço, em detrimento daquele local que fica
próximo à sua casa ou local de trabalho?
Eu mesmo, todos os dias, na hora do almoço, passo por cerca de dez
restaurantezinhos e chego lá, em um dos mais longes de onde trabalho. Por quê?
Dentre vários motivos, quero destacar três: higiene, pessoas e visual.
É inadmissível em qualquer restaurante, pequeno, médio ou grande, que o local
não esteja muito bem asseado, com o chão brilhando, as paredes limpas, os
garçons uniformizados, com cabelos curtos ou amarrados, o prato e os talheres
impecáveis. Veja o que eu penso: “eu vou enfiar goela abaixo, não o que citei,
mas a comida, o alimento, que as pessoas estão lá atrás preparando”. Logo, se o
que está bastante visível não está bem cuidado, imagine o que a gente não
vê.
Pessoas, ah! As pessoas. Recurso essencial, fundamental a qualquer empresa.
Hoje e sempre, o maior diferencial competitivo do mercado. Portanto, quero ser
recepcionado como se fosse um rei, um príncipe e não rebaixado a vassalo no
local no qual eu deveria ditar as regras.
Não quero um leão de chácara me recepcionando ao adentrar ao restaurante, que
me diz um “seja bem vindo” sem me olhar nos olhos e o está dizendo apenas porque
foi ordenado a fazê-lo. Quero um sorriso, um olhar sincero, um aperto de mão
firme, que demonstre o comprometimento daquele colaborador com a empresa, enfim,
quero pessoas alegres com o que estão fazendo. Já que elas estão ali, laborando,
devem gostar quando eu entro para fazer minha refeição e basta que me demonstrem
isso honestamente. Essas atitudes não valem apenas para o restaurante que
freqüentamos. Essas atitudes devem existir em qualquer empresa que saiba
realmente qual é seu objetivo, sua missão.
“Comer com os olhos”, quem nunca ouviu essa expressão? E estou falando em
todos os sentidos. Todo ser humano, com raríssimas exceções, precisa ver o que
estará comendo, comprando, adquirindo. O que dirá então do momento mais sagrado
do mundo; o ato de se alimentar. Por isso, o visual do ambiente é fundamental.
Cores que ofereçam bons ares, ambiente arejado e com ventilação, o “buffet” com
variedades, os pratos de saladas enfeitados, com criatividade nos formatos.
Entretanto, de pouco adianta cumprir todos esses fundamentos se o produto,
mercadoria ou serviço da sua empresa não atender as expectativas, ou melhor,
superar as expectativas dos clientes.
Então, continua com o juízo de que o lucro é o objetivo principal de uma
empresa? Sim? Mas que pena! É fato que logo, caso sua empresa não tenha muita
“bala na agulha”, que esteja quebrada, falida, sem clientes ou, caso você tenha
muita bala, que demore mais tempo para quebrar, mas quebrará.
Se você
não mudar rapidamente seu foco, os clientes começarão a perceber a diferença que
há entre estar em uma empresa cujo objetivo é o lucro e estar em uma empresa
onde a missão é encantar o cliente, superar suas expectativas, tratá-lo como
único, para aí então, ter a possibilidade de trocar tudo isso por um lucro
sustentável, pago com gratidão pelo cliente, que voltará sempre e fará uma
excelente publicidade da empresa.
Não se trata de quimera, de enleios, essa é a mais pura, dura, nua e crua
realidade empresarial. Chega de lucro por lucro, os clientes querem é trocar
seus recursos por bons ambientes, boas pessoas, bons produtos e serviços,
porquanto já estão exaustos de serem mal-tratados, dos seus recursos serem
sacados sem o menor escrúpulo, com um atendimento vergonhoso e infeliz, como se
fosse um favor que a empresa estivesse fazendo ao cliente.
O que as empresas e pessoas que laboram nas empresas precisam entender
rapidamente é que não vendem produtos, mercadorias ou serviços, elas vendem
FELICIDADE! Isto mesmo, felicidade. Você não compra refeição, você compra a
felicidade de ter um momento agradável com a família ou consigo mesmo. Sua
empresa não vende um belo vestido, vende a felicidade para o cliente, de vestir
o vestido para ir a um jantar, um casamento, uma festa. Você não vende remédios,
vende a felicidade de poder curar ou amenizar a dor, o sofrimento. Você não
vende consultoria, vende a possibilidade da recuperação da empresa e a
manutenção de muitos empregos. Os professores não vendem aulas, tarefas ou
conhecimento, vendem a oportunidade de tornar o ser humano mais qualificado para
o mercado de trabalho ou para se tornar empreendedor.
Urgentemente, troque a palavra lucro por encantamento de clientes, por
satisfação de clientes, por “AMO O QUE EU FAÇO E QUERO FAZER O MELHOR POR VOCÊ
MEU CLIENTE”, caso contrário você será surpreendido quando o único “sinônimo”
que terá para a palavra lucro será a palavra “PREJUÍZO”.
Para concluir, é preciso destacar que para obter uma empresa com o perfil
ideal e desejado pelos clientes, é necessário contar com colaboradores
extraordinários e, para obter esses colaboradores, você precisa treiná-los e
desenvolvê-los, dentre outras ações que já foram e serão temas de nossas
próximas reflexões.
Felicidades, e bons objetivos para você e sua empresa e vendam
FELICIDADE!