Uma conhecida e cruel experiência no campo da biologia prova que um sapo,
colocado numa panela com água da sua lagoa, levada ao fogo, fica imóvel durante
todo o tempo em que o líquido se aquece até ferver. Ele não reage ao gradual
aumento da temperatura e morre cozido. Já um sapo jogado numa panela com água
fervente salta imediatamente para fora, meio chamuscado, porém vivo!
Alguns empresários e dirigentes agem como sapos fervidos. Não percebem as
mudanças no ambiente dos negócios e acham que está tudo bem, que tudo vai passar
e que é só uma questão de tempo. E quebram ou fazem um grande estrago em suas
empresas morrendo como o sapo da lagoa da água fervida!
A metáfora acima pressupõe a necessidade de linguagem adequada para o
entendimento nos relacionamentos interpessoais nas empresas. "Falar a mesma
língua" na empresa não significa exatamente que há entendimento. Há em cada ser
humano um universo de crenças, idéias e percepções diversas, do qual depende o
sentido que as palavras adquirem. Quanto mais sintonia melhor a comunicação.
Uma empresa pode ser vista como um pacto entre todos que dela fazem parte.
Ou, apenas um lugar onde as pessoas aplicam o seu tempo em troca de um salário.
O primeiro caso pressupõe o conhecimento e a aceitação por todos de princípios e
compromissos que geram a participação. No segundo, valem apenas as regras
momentâneas do jogo, sob intensa supervisão.
Da espécie das aves, ela é quem possui a maior longevidade, pois chega a
viver setenta anos. Mas, para chegar a essa idade, a águia, aos quarenta já está
com as unhas compridas e flexíveis - e não consegue mais apanhar suas presas
para poder se alimentar. O bico alongado e ponteagudo fica curvado. Apontadas
contra o peito estão as asas envelhecidas e pesadas em função da grossura das
penas. Voar, portanto, fica dificílimo. E, nessas circunstâncias, a águia tem
duas alternativas: morrer ou enfrentar um doloroso processo de renovação que
chega a durar quase seis meses. Esse processo consiste em voar para o alto de
uma montanha e se recolher num ninho próximo a um paredão onde não necessita
voar. Após encontrar esse lugar, ela começa a bater com o bico numa das faces do
paredão até conseguir arrancá-lo. Depois de arrancar o bico, espera nascer um
novo bico, com o qual vai arrancar as unhas. Quando as novas unhas começam a
nascer, ela passa a arrancar as velhas penas. E, só após cinco meses, a águia
sai para o vôo da renovação que possibilitará a ela viver mais trinta anos.
Jacques Cousteau, o grande oceanógrafo francês, autor de observações sobre o
comportamento e da vida de inúmeras espécies, como esta das águias, dizia que em
nossa vida, muitas vezes temos de nos resguardar por algum tempo e começar um
processo de renovação; e que para um vôo de renovação, precisamos nos desprender
de certas lembranças, de certas mágoas, de certos costumes, hábitos e outras
tantas coisas que nos causam sofrimento.