“O que quer que você seja capaz de fazer, ou imagina ser
capaz, comece. Ousadia contém gênio, poder e magia”.
(Goethe)
No séc. XXI, o que se verifica em demasia, é que o mercado está
cada vez mais exigente e tal exigência se faz necessária, para alcançar pelo
menos sobrevivência no mesmo. Por isso, podemos considerar como uma das
características deste mercado, a crueldade. Apenas permanecem no mercado os
ótimos. Os mais ou menos e até os bons serão esmagados pelos pés invisíveis do
mesmo, portanto, há uma necessidade urgente, dos funcionários de se tornarem
colaboradores intra-empreendedores, e das organizações se transformarem em
organizações empreendedoras, caso contrário, serão engolidos pelos concorrentes,
não permanecendo no mesmo.
Com a competitividade cada vez mais acirrada, diplomas e mais
diplomas não contam tanto como no século anterior, o que se avalia muito, é, se
o funcionário faz jus de fato ao titulo de colaborador, ou seja, se é realmente
um intra-empreendedor, um colaborador pró-ativo, que possui iniciativa, visão do
cenário de mercado, sempre preocupado com seus comportamentos e atitudes, enfim,
se é um profissional que cuida da organização e executa ações como se o
empreendimento fosse seu, enxergando-o com olhos não vendados e sim bem abertos,
procurando agir sempre com ousadia, criatividade, inovação, se antecipando aos
fatos, buscando mais e mais conhecimentos para alcançar eficiência e eficácia,
procurando assim, fazer o diferencial.
Por outro lado, é preciso que as organizações propiciem e
incentivem um clima organizacional, onde possam implementar o empreendedorismo e
o intra-empreendedorismo.
Para o intra-empreendedor, ele não é um mero funcionário da
organização, ele é além de colaborador, um intra-empreendedor, seu sentimento é
intenso pela organização no qual faz parte, sentimento este, de “fazer parte”
daquela organização no qual executa suas funções e que o impulsiona a agir com
eficiência, alcançando a eficácia em tudo que faz.
Assim como os donos do negócio, os intra-empreendedores
preocupam-se com o negócio, perseguem metas e buscam soluções em prol da
lucratividade. Suas ações são pautadas na ética e na cidadania. Sabem de fato o
que fazer para contribuir com a organização, sabem onde querem chegar, que
caminho percorrer e quais estratégias utilizar, para alcançar as metas e
objetivos traçados. Querem fazer a diferença dentro de uma organização, buscando
sempre lugar de destaque.
O intra-empreendedor, além de respeitar e valorizar cada ser
humano existente na organização e acreditar que cada pessoa tem o seu talento, e
que constituem o maior patrimônio de uma organização, também, tem consciência e
sabedoria do valor de um trabalho realizado em equipe, procurando atuar sempre
como em um time, somando talentos e forças, fazendo a diferença. Sabe que, os
ativos intelectuais, tornaram-se elementos de suma importância no mundo dos
negócios, constituindo-se assim, vantagens competitivas no mercado, portanto,
tem plena consciência de que, investindo nas pessoas, estará investindo na
própria organização, pois, as pessoas são fontes geradoras de capital, gerando
capital para a organização através de suas competências, atitudes e condutas.
Sabem também, que o conhecimento é a base principal no que tange a valorização
das organizações de hoje, chegando a ser considerado, como o maior commodity do
séc. XXI.
O maior desafio de um intra-empreendedor consiste em apresentar e
executar suas idéias dentro das organizações, principalmente no que tange às
organizações tradicionais, organizações estas, que possuem toda uma forma de
pensar, ver e de encarar o mercado de maneira diferente, procurando então, além
de apresentar suas idéias, incutir nestas os novos valores e princípios,
procurando mostrar o valor do intra-empreendedorismo, revertendo assim, todo o
quadro, e fazendo acontecer. Mesmo assim, para um intra-empreendedor, isto não
constitui um fardo, e sim um desafio, pois, por amar muito o que faz, se
entrega de corpo e alma, se doa, não sentindo o peso, devido ter muito prazer em
suas ações. O trabalho, para um intra-empreendedor, se resume em momentos
prazerosos, daí o comprometimento e envolvimento em tudo que faz, resultando no
rebento denominado sucesso.
Neste cenário de mercado, onde a competitividade é demasiadamente
acirrada, é preciso, que as organizações se tornem organizações empreendedoras e
que os funcionários, se tornem colaboradores intra-empreendedores, caso
contrário, não permanecerão no mercado.