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Fazer o que todo mundo faz é uma oportunidade de negócios valiosa enquanto
houver demanda. A pequena empresa necessita estar atenta ao cenário do mercado
em que estiver atuando. Suprir uma demanda pode ser interessante até que os
concorrentes estejam preparados para a batalha. E quando o fizerem, o mais forte
terá muito mais vantagens que sobrepõe às condições iniciais e tentará lucrar na
quantidade ou na logística. A pequena empresa não tem condições de se estruturar
desta forma e assim, precisa diferenciar-se dos demais para se manter
competitiva. Se o mais forte faz uso dos recursos de capital e de equipamentos
para garantir o seu posicionamento de vendas, a pequena empresa precisa dispor
de uma estratégia que faça uso da inovação e, depois faça uso da gestão do
conhecimento.
A inovação pode passar tanto pelo desenvolvimento de novas soluções para
produtos, como em novos métodos e formas de processos bem como um diferencial no
atendimento. Quando o produto ou processo é de domínio público, para continuar é
necessário que o serviço seja diferenciado. A apresentação de seu negócio, o
ambiente de contato com os clientes, a oferta que gera segurança e tranqüilidade
para aquele que adquire o que você vende. Mas até a inovação está sob risco
porque ao ser percebido pela concorrência estará estimulando novas soluções ou
pelo menos variações da sua idéia. Portanto, não se pode considerar pronto e
acabado. Conhecer bem o negócio ao qual empreende ou trabalha é essencial para
dispor de decisões com índice maior de acerto. O processo de inovação se esgota
no momento em que passa a ser referencia para toda a concorrência. A empresa
verdadeiramente inovadora precisa estar apta a inovar continuamente e
surpreender a concorrência sempre. Para isto é preciso que haja estímulo à
criatividade e, respeito ás idéias dentro do ambiente de trabalho. As pessoas
querem ver implantadas as boas soluções, mas, acima de tudo é preciso
reconhecê-las para que estejam dispostas a continuar contribuindo. Se na sua
empresa o ambiente é desestimulador às novas concepções e idéias, é porque a
orientação estratégica está voltada para atender à demandas. Se ela não se
reposicionar é certo que não haverá futuro para quem dela compartilha o
dia-a-dia.
Mas, as boas intenções e estímulo não são suficientes para garantir que se
prolongue a geração de idéias. Na verdade elas acabam sendo pontuais e,
esgotam-se em si mesmas. Quando a demanda é atendida ressurge a necessidade de
novos produtos e processos para valorizar a continuidade da empresa. Por isto, é
importante que haja uma política voltada à aplicação de metodologias de trabalho
e investimentos na capacitação dos funcionários para criar condições à inovação.
É preciso estabelecer um modelo de geração de conhecimento que seja capaz de
analisar a situação atual e dispor de soluções que se tornem inovadoras. Uma
destas ferramentas é o clássico PDCA (Plan-DO-Check-Act) muito adotado nas áreas
de gestão da qualidade e de solução de problemas. Fazer uma análise dos produtos
e processos com esta metodologia e, mantendo postura acessível á novas idéias é
o articulador que favorece a continuidade das oportunidades de inovação. Outra
ferramenta é fazer uso do benchmarking – estude os processos, produtos e
serviços da concorrência, observe o que há de melhor no mercado internacional,
entre outros e, disponha-se a fazer algo ainda melhor. Não há mágicas: se você
conhece bem o produto saberá distinguir o que há de diferente no produto do
concorrente - para melhor ou para pior. Coloque-se o desafio. Em condições
adequadas surgirão novas idéias. Tenha sempre a mão uma folha de papel e uma
caneta – não deixe uma oportunidade se perder na memória porque não foi possível
anotar. Avalie o seu impacto e resultado ao longo do tempo e, decida-se pela
melhor estratégia.
Ainda que todas estas oportunidades sejam viáveis é preciso estabelecer um
projeto de Gestão do Conhecimento. Assim como seu concorrente copia e adapta as
suas idéias faça o mesmo dentro da sua própria empresa. Se prepare para ensinar
tudo aos seus funcionários para que se tornem gestores do produto, processo ou
serviço e, possam introduzir melhorias a cada dia. E, mais, provoque a mudança
dos paradigmas de cada um deles. Tendo uma base comum a todos, a intenção é que
sejam capazes de superar o modelo atual e propor inovações ainda maiores.
Estimule a geração coletiva de idéias, assim a inovação já nasce dentro do
processo de melhoria. Promova a pesquisa de novos materiais e soluções.
Incentive a sua equipe e dê condições para trabalharem – tempo e recursos. Uma
suposta perda pode ser compensada por uma grande idéia que surja entre centenas
de pequenas soluções. O projeto de Gestão de Conhecimento deve ser estruturado
para valorizar e registrar todas as idéias e dar apoio à elas para que possam
nascer e bem sadias. Alguns darão bons frutos, outras desaparecerão antes que os
frutos apontem. Sozinhos e sem que haja esforço dos grupos. Mesmo para estas é
importante verificar se a equipe não está com dificuldades para colocá-las em
prática. Com isto, a ajuda de um bom gestor poderá estimular e salvar uma
grande idéia que estava agonizando.
A chave é não ficar disponível integralmente para a demanda. É importante que
se tenha visão do futuro, porque até em situações especificas da demanda é
possível enxergar oportunidades, inovar e conquistar espaço para que se mantenha
por mais algum tempo. Coloque em prática a gestão criadora em sua empresa e verá
a sua equipe valorizar a empresa como nunca antes havia sido possível.
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