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Inovar para Sobreviver
Empreendedorismo

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11/11/2007
Inovar para Sobreviver
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Quando falamos em globalização, logo vem em nossa mente à migração das grandes corporações mundo a fora, a abertura de mercados, a velocidade em que a informação se propaga pelo planeta e como competir e se aproveitar de tudo isso?

Para as grandes empresas tudo se torna mais fácil, na medida em que processos como reciclagem dos colaboradores, obtenção de novas tecnologias, ampliação das instalações, financiamentos e até incentivos fiscais do governo, para esse nicho de organizações são bem mais tranqüilos.

Mas e para as pequenas empresas, aquelas que necessitam de tudo isso e ainda garantir a retenção dos talentos?

Abordaremos esses pontos nesse artigo, como uma pequena empresa e muitas vezes familiar, pode e necessita inovar a todo o momento para não morrer.

Primeiro precisamos avaliar os paradigmas das empresas familiares, em muitos casos não delegam aos seus profissionais e não trabalham com responsabilidades.

Grande parte de empresas familiares, o dono quer ver tudo, assinar tudo, contratar, demitir, sem ele a empresa fecha. Mas a agilidade e inovação nesses casos ficam extremamente comprometidas, já que tudo depende de uma única pessoa, sem ele nada anda, os profissionais não podem opinar e nem melhorar a forma de trabalho ou os processos que são arcaicos e do tempo em que não existia computador, quem dirá internet!!!!

Inovação e melhoria contínua para essas empresas são consideradas como um obstáculo, verdadeiras barreiras e não como uma poderosa ferramenta para a gestão estratégica da organização.

É claro que todo dono de empresa que começou seu negócio pequeno e conseguiu se estabilizar ou crescer com os processos e métodos antigos, acabam não vislumbrando novos cenários e que profissionalizando as relações da empresa, poderá obter mais sucesso e dedicar seus esforços naquilo que ele realmente é bom, que é empreender.

É como um pai que vê o filho crescer e no momento que precisa solta-lo para o mundo (fazer viagens, sair com os amigos para as famosas baladas, etc.), acaba não tendo coragem ou habilidade para libera-lo, mas eu vos digo, não adianta segura-lo, o melhor a fazer é orienta-lo, passar os seus valores e premissas, solta-lo aos poucos para que possa ir se familiarizando com as novas responsabilidades e com o novo mundo, acompanha-lo de perto para verificar se as decisões estão sendo tomadas de acordo com o que foi planejado, emitir feedback para corrigir erros e enobrecer os acertos.
Assim poderemos agir com assertividade tanto no exemplo acima quanto nas empresas familiares, que em sua grande maioria são pequenas.

É importante ressaltar que as pequenas empresas necessitam de profissionais pró-ativos e com visão generalista, que entendam do negócio, mas também de pessoas, que conheçam os clientes e os fornecedores da organização.

Pude acompanhar o crescimento da empresa que estou atualmente e posso afirmar com certeza, que o que fará a diferença para as pequenas, serão a pró-atividade de seus colaboradores, alinhado ao espírito de equipe com o empreendedorismo dos sócios.

Costumo resumir que o que as pequenas empresas mais precisam para sobrevir é: “Profissionais com Mente Inovadora + Força Criadora = SUCESSO”, elas necessitam ter em seu quadro de colaboradores, profissionais com esse espírito aguerrido que arregaçam as mangas e buscam alternativas baratas para que a empresa seja cada vez mais competitiva no mercado.

Como conseguir reter talentos, competindo com empresas que tem em suas cestas de benefícios convênio médico, odontológico, seguro de vida, PLR, bônus, massagem e salas de terapias ocupacionais para que os colaboradores tenham uma melhor qualidade de vida, programas de treinamentos e bolsas em faculdades, colégios, etc., em vários casos esses programas se estendem para os familiares?

A resposta é simples, INOVAÇÃO, a todo o momento a empresa tem que estar inovando e procurando fechar parcerias com organizações que forneçam descontos ou outros atrativos para os colaboradores, exemplo disso são convênios com farmácias, supermercados, etc., a empresa não paga nada, apenas repassa o valor descontado do colaborador e o parceiro fornece desconto e prazo para pagamento ao colaborador.

Outra parceria que pode ser firmada é com faculdades, geralmente os cursos de graduação exigem estágios que podem ser cumpridos nas empresas, como por exemplo, estudantes de fisioterapia que podem uma vez por semana aplicar na empresa palestras de terapias ocupacionais como correção postural, etc.

No dia dos Pais de 2005, tínhamos um projeto de levar para a empresa um Trupe de teatro, para fazer uma homenagem aos colaboradores e suas famílias, começamos a elaborar o orçamento e percebemos que o custo estava muito alto em relação a verba que tínhamos. Entramos em contato com uma dessas faculdades de teatro e conversamos com a central de estágio que designou 8 alunos para fazer uma intervenção (a peça), em nossa empresa, em troca assinaríamos as horas como estágio supervisionado.
Conclusão, até hoje os colaboradores comentam sobre a peça, tamanho o sucesso e a motivação gerada pelo projeto, detalhe, sem custo algum para a organização.

São alternativas que as empresas precisam buscar para agregar valor ao ser humano e sem custo.

Outro ponto importante é a liderança, em grande parte das pequenas empresas, o líder é aquele profissional que era muito bom tecnicamente ou é o mais velho de casa, mas será que ele está preparado para assumir uma equipe, assumir as responsabilidades e buscar resultados, com e através das pessoas? Podemos afirmar que raramente ele está preparado.
O líder moderno, seja ele um profissional que atua nas grandes ou pequenas empresas, tem que ser técnico e conhecer muito bem o trabalho operacional do seu setor, mas, além disso, tem que saber gerir pessoas, motiva-las, orienta-las, influência-las e proporcionar um ambiente agradável para maximizar cada vez mais os resultados.

Para as pequenas empresas os caminhos para a Inovação, são mais tortuosos, porem se a organização conseguir reunir um grupo de colaboradores comprometidos, uma liderança altamente eficaz em extrair resultados da equipe e os objetivos estiver claro para todos, as inovações surgem e afloram naturalmente, já que o organograma e as burocracias são bem menores nessas organizações.
Basta a formação de um time focado em ganhar, para que os resultados sejam os melhores a cada dia.

Para as pequenas empresas, inovar é uma questão de sobreviver ao mercado cada vez mais predatório e que muda a cada minuto, não basta ser bom naquilo que a empresa faz hoje, é preciso pensar em se sustentar ao longo dos anos, buscar a melhoria contínua e essencialmente, estar antenado as mudanças que acontecem. Para isso, contar com seus colaboradores fará a diferença na hora da competição pelo cliente.

Lembrem-se os colaboradores são os maiores ativos que a empresa tem.

 
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Washington Souza
 
 
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