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Quando falamos em globalização, logo vem em nossa mente à migração das
grandes corporações mundo a fora, a abertura de mercados, a velocidade em que a
informação se propaga pelo planeta e como competir e se aproveitar de tudo
isso?
Para as grandes empresas tudo se torna mais fácil, na medida em que processos
como reciclagem dos colaboradores, obtenção de novas tecnologias, ampliação das
instalações, financiamentos e até incentivos fiscais do governo, para esse nicho
de organizações são bem mais tranqüilos.
Mas e para as pequenas empresas, aquelas que necessitam de tudo isso e ainda
garantir a retenção dos talentos?
Abordaremos esses pontos nesse artigo, como uma pequena empresa e muitas
vezes familiar, pode e necessita inovar a todo o momento para não morrer.
Primeiro precisamos avaliar os paradigmas das empresas familiares, em muitos
casos não delegam aos seus profissionais e não trabalham com
responsabilidades.
Grande parte de empresas familiares, o dono quer ver tudo, assinar tudo,
contratar, demitir, sem ele a empresa fecha. Mas a agilidade e inovação nesses
casos ficam extremamente comprometidas, já que tudo depende de uma única pessoa,
sem ele nada anda, os profissionais não podem opinar e nem melhorar a forma de
trabalho ou os processos que são arcaicos e do tempo em que não existia
computador, quem dirá internet!!!!
Inovação e melhoria contínua para essas empresas são consideradas como um
obstáculo, verdadeiras barreiras e não como uma poderosa ferramenta para a
gestão estratégica da organização.
É claro que todo dono de empresa que começou seu negócio pequeno e conseguiu
se estabilizar ou crescer com os processos e métodos antigos, acabam não
vislumbrando novos cenários e que profissionalizando as relações da empresa,
poderá obter mais sucesso e dedicar seus esforços naquilo que ele realmente é
bom, que é empreender.
É como um pai que vê o filho crescer e no momento que precisa solta-lo para o
mundo (fazer viagens, sair com os amigos para as famosas baladas, etc.), acaba
não tendo coragem ou habilidade para libera-lo, mas eu vos digo, não adianta
segura-lo, o melhor a fazer é orienta-lo, passar os seus valores e premissas,
solta-lo aos poucos para que possa ir se familiarizando com as novas
responsabilidades e com o novo mundo, acompanha-lo de perto para verificar se as
decisões estão sendo tomadas de acordo com o que foi planejado, emitir feedback
para corrigir erros e enobrecer os acertos. Assim poderemos agir com
assertividade tanto no exemplo acima quanto nas empresas familiares, que em sua
grande maioria são pequenas.
É importante ressaltar que as pequenas empresas necessitam de profissionais
pró-ativos e com visão generalista, que entendam do negócio, mas também de
pessoas, que conheçam os clientes e os fornecedores da organização.
Pude acompanhar o crescimento da empresa que estou atualmente e posso afirmar
com certeza, que o que fará a diferença para as pequenas, serão a pró-atividade
de seus colaboradores, alinhado ao espírito de equipe com o empreendedorismo dos
sócios.
Costumo resumir que o que as pequenas empresas mais precisam para sobrevir é:
“Profissionais com Mente Inovadora + Força Criadora = SUCESSO”, elas necessitam
ter em seu quadro de colaboradores, profissionais com esse espírito aguerrido
que arregaçam as mangas e buscam alternativas baratas para que a empresa seja
cada vez mais competitiva no mercado.
Como conseguir reter talentos, competindo com empresas que tem em suas cestas
de benefícios convênio médico, odontológico, seguro de vida, PLR, bônus,
massagem e salas de terapias ocupacionais para que os colaboradores tenham uma
melhor qualidade de vida, programas de treinamentos e bolsas em faculdades,
colégios, etc., em vários casos esses programas se estendem para os
familiares?
A resposta é simples, INOVAÇÃO, a todo o momento a empresa tem que estar
inovando e procurando fechar parcerias com organizações que forneçam descontos
ou outros atrativos para os colaboradores, exemplo disso são convênios com
farmácias, supermercados, etc., a empresa não paga nada, apenas repassa o valor
descontado do colaborador e o parceiro fornece desconto e prazo para pagamento
ao colaborador.
Outra parceria que pode ser firmada é com faculdades, geralmente os cursos de
graduação exigem estágios que podem ser cumpridos nas empresas, como por
exemplo, estudantes de fisioterapia que podem uma vez por semana aplicar na
empresa palestras de terapias ocupacionais como correção postural, etc.
No dia dos Pais de 2005, tínhamos um projeto de levar para a empresa um Trupe
de teatro, para fazer uma homenagem aos colaboradores e suas famílias, começamos
a elaborar o orçamento e percebemos que o custo estava muito alto em relação a
verba que tínhamos. Entramos em contato com uma dessas faculdades de teatro e
conversamos com a central de estágio que designou 8 alunos para fazer uma
intervenção (a peça), em nossa empresa, em troca assinaríamos as horas como
estágio supervisionado. Conclusão, até hoje os colaboradores comentam sobre a
peça, tamanho o sucesso e a motivação gerada pelo projeto, detalhe, sem custo
algum para a organização.
São alternativas que as empresas precisam buscar para agregar valor ao ser
humano e sem custo.
Outro ponto importante é a liderança, em grande parte das pequenas empresas,
o líder é aquele profissional que era muito bom tecnicamente ou é o mais velho
de casa, mas será que ele está preparado para assumir uma equipe, assumir as
responsabilidades e buscar resultados, com e através das pessoas? Podemos
afirmar que raramente ele está preparado. O líder moderno, seja ele um
profissional que atua nas grandes ou pequenas empresas, tem que ser técnico e
conhecer muito bem o trabalho operacional do seu setor, mas, além disso, tem que
saber gerir pessoas, motiva-las, orienta-las, influência-las e proporcionar um
ambiente agradável para maximizar cada vez mais os resultados.
Para as pequenas empresas os caminhos para a Inovação, são mais tortuosos,
porem se a organização conseguir reunir um grupo de colaboradores comprometidos,
uma liderança altamente eficaz em extrair resultados da equipe e os objetivos
estiver claro para todos, as inovações surgem e afloram naturalmente, já que o
organograma e as burocracias são bem menores nessas organizações. Basta a
formação de um time focado em ganhar, para que os resultados sejam os melhores a
cada dia.
Para as pequenas empresas, inovar é uma questão de sobreviver ao mercado cada
vez mais predatório e que muda a cada minuto, não basta ser bom naquilo que a
empresa faz hoje, é preciso pensar em se sustentar ao longo dos anos, buscar a
melhoria contínua e essencialmente, estar antenado as mudanças que acontecem.
Para isso, contar com seus colaboradores fará a diferença na hora da competição
pelo cliente.
Lembrem-se os colaboradores são os maiores ativos que a empresa tem.
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