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Qualidade e os Valores Organizacionais

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Ética e Resp. Social

Ética e Resp. Social
27/05/2009
Qualidade e os Valores Organizacionais
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Na doutrina cristã encontramos as sete virtudes para que uma pessoa possa viver plenamente. Chamadas de “os sete dons do Espírito Santo”, são elas: sabedoria, inteligência, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus. Servem para que o cristão possa compreender o que Deus tem planejado na vida de cada um. Mas também ajudam a superar as dificuldades e obstáculos, a fazer com que eles lutem contra a injustiça e tenham fé, mesmo nos momentos de dificuldade.

Não vamos falar sobre o que cada um destes dons representa, afinal este espaço é destinado a falar sobre gestão. A nossa pretensão é fazer uma pequena analogia entre o que estes dons significam para o cristão e um dos elementos necessários para termos organizações de excelência. Estamos falando dos valores organizacionais, que são o entendimento e expectativas que descrevem como os profissionais da organização se comportam e nos quais se baseiam todas as relações organizacionais.

Os valores organizacionais são a base sobre a qual devem ser estruturados todas as formas de atuação e o próprio sistema de gestão da organização. Em outras palavras os valores são o conjunto de princípios que todos devem estar preparados para defender, principalmente nos momentos de crise, quando as coisas não vão bem e a organização passa por dificuldades. Eles devem nortear até mesmo os códigos de ética ou de conduta organizacional.

Geralmente encontramos estes valores escritos em belos pôsteres, juntamente com a política da qualidade da organização. Alguns estão em formas de frases milimetricamente construídas, outros sob a forma de uma palavra somente (que podem levar a várias interpretações). Porém, a simples ostentação dos mesmos em cartazes não é suficiente, pois eles devem fazer parte do dia-a-dia da empresa. O seu entendimento deve ser comum a todas as pessoas que fazem parte da organização, desde o mais alto cargo de direção até ao mais simples ajudante.

A alta direção da organização tem papel fundamental na institucionalização destes princípios, fazendo com que eles façam parte da cultura organizacional. Na verdade devem praticar exercícios de memorização para que os tenham sempre na ponta da língua. E, principalmente, devem servir de exemplo da prática dos mesmos. Quando falamos de prática de valores não serve a máxima do faça o que eu digo, não faça o que eu faço. Sem o exemplo, principalmente nos momentos mais difíceis, não há como eles fazerem parte da cultura empresarial.

A concepção destes valores não é tarefa fácil e não pode ser delegada a algum herói que recebe uma inspiração sobrenatural e, em um lampejo de genialidade, desce do monte carregando as tábuas da Lei. A escrita dos valores deve ser um trabalho coletivo, que consiga envolver todos os colaboradores, em todos os níveis, por meio de workshops, entrevistas e da própria criatividade dos membros. Surgindo uma lista inicial, que vai sendo refinada por meio de discussões e reflexões. Após várias interações, os valores que fazem sentido para a organização são então estabelecidos. Não existe fórmula que defina o tempo que este processo deve demorar, nem quando a empresa deve instituir seus valores. Temos casos de empresas que estabelecem seus valores quando de sua fundação e outras que resolveram adotar estes princípios após alguns anos de existência. O que é importante é que estes valores façam sentido para a mesma.

Uma das coisas mais importantes para o estabelecimento dos valores organizacionais é a garantia do entendimento comum por todos os que fazem parte da organização.  Nesse sentido, a adoção de simples palavras pode causar alguns problemas. Por exemplo, a simples colocação da palavra “Cooperação” como um dos valores, cujo sentido pode levar a várias interpretações, ou a dúvidas sobre com quem a empresa quer cooperar, se será com seus fornecedores ou entre suas unidades de negócio ou ainda entre seus colaboradores. É recomendável que seja definido o entendimento da organização, ou seja, o que quer dizer aquele valor para os que fazem parte da mesma. Lembrando sempre que não existe uma regra fixa, isso depende fundamentalmente da cultura organizacional.
Os valores têm que fazer parte das operações diárias da empresa, independente das circunstâncias em que a mesma se encontre, pois é fácil falar de valorização de pessoas, por exemplo, quando se está na época de vacas gordas. A real valorização se dá quando são utilizados critérios de justiça até mesmo quando a empresa necessita demitir colaboradores.

Todos devem se sentir responsáveis pelo cumprimento e manutenção dos preceitos estabelecidos nos valores organizacionais. Pois caso algum colaborador se sinta constrangido e não tenha a garantia que pode cobrar de seu superior quando sente que o mesmo não está agindo de acordo com valores, sem medo de represálias, então é melhor retirar os quadros das paredes, pois os valores não estão servindo como guia da organização e são somente palavras jogadas ao vento, ou melhor, pregadas na parede.

 
 
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Colunista
Emanuel Edwan de Lima
 
 
  Mestre em Gestão Empresarial, Gestor da Qualidade do Inst. Genius
 
 
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