Temos várias capacidades, mas elas têm limites
Como seres humanos, temos algumas capacidades que,
se por um lado nos permitem fazer o que fazemos, por
outro também implicam em limites para essas mesmas
coisas que fazemos. É importante conhecermos algumas
dessas características, que afetam nossa forma de
perceber o mundo e compreendê-lo, o que por sua vez
afeta as alternativas à nossa disposição e as
escolhas que fazemos. Que capacidades são essas, e
seus limites?
Temos a capacidade de perceber e prestar atenção,
mas nem sempre direcionamos nossa atenção para o que
mais importante ou relevante para um propósito. E
por vezes, até queremos, mas não conseguimos.
Temos uma memória, mas nem sempre nos
lembramos de tudo o que é preciso ou útil para uma
situação ou aplicação. E quando deixamos de usar
alguma informação por muito tempo, a probabilidade
de não nos lembrarmos dela aumenta.
Temos a capacidade de pensar, mas nem sempre
conseguimos pensar da melhor forma em uma situação.
Temos muita facilidade para processar imagens, mas
vivemos em um mundo em que grande parte da
informação e do conhecimento é representada em forma
lingüística, e nem sempre sabemos convertê-la em um
formato aplicável. Pensando também definimos nossas
crenças sobre nós mesmos, sobre a vida e as pessoas,
que são uma parte dos nossos modelos mentais, mas
nem sempre nossas crenças são fiéis à realidade em
geral ou à realidade do momento. Também conhecemos
muito pouco sobre o pensamento, e muitos não têm em
seus modelos mentais possibilidades para
aperfeiçoá-lo.
Temos a capacidade de definir objetivos e
estratégias para atingi-los, mas nem sempre o
fazemos com a precisão ou harmonia necessárias. E
como a vida nunca é totalmente previsível, às vezes
temos que nos adaptar, mas nem sempre temos a
necessária flexibilidade ou sabemos como fazer.
Sentimos emoções, mas nem sempre nossas
emoções nos impelem nas direções que queremos, e por
vezes trazem conseqüências indesejadas.
Temos a capacidade de desenvolver hábitos e
habilidades, que nos permite fazer o que fazemos
e aplicar nossos conhecimentos, mas nem sempre os
hábitos contribuem para nossa qualidade de vida, e
nossas habilidades nem sempre estão maduras e
fluentes o bastante para obtermos melhores
resultados. Também nem sempre sabemos como ou temos
tempo de desenvolver novas habilidades.
Nossas emoções e as condições gerais do corpo e da
mente determinam que em um determinado momento
estejamos em um estado predominante: ativos,
animados ou desanimados, cansados, dormindo,
entusiasmados e tantos outros. Mas o nosso estado
nem sempre é o mais apropriado para o que estamos
fazendo. Uma outra característica relacionada ao
estado é que em geral não gostamos de ficar no mesmo
estado durante muito tempo, precisamos de variação
de vez em quando.
Temos a capacidade de sentir prazer, mas nem
sempre sabemos como sentir prazer com o que fazemos
ou nos permitimos desfrutar dos prazeres saudáveis
que nos nutrem e dão força para agir.
Todas essas capacidades implicam que podemos fazer
coisas e obter resultados, mas implicam também que
temos limites ao aplicá-las. Portanto, pode ser
considerado normal, e portanto esperável, que
esqueçamos coisas quando sob excesso de informação
ou que não nos lembremos de todas as possibilidades
quando há muitas. É normal que fiquemos estressados
quando trabalhando em excesso, com pressa e sem
prazer. É normal que fiquemos confusos quando
submetidos a uma grande quantidade de novos
conhecimentos, às vezes desorganizados. Também é
normal que de vez em quando não saibamos como fazer
algo, já que não temos habilidades para tudo. Muitas
coisas podem ser consideradas normais de
acontecerem, devido aos limites da nossa capacidade.
O que temos que fazer para melhorar um quadro
indesejado é de alguma maneira expandir nossas
capacidades. Assim, o que justifica buscarmos
ferramentas é o mesmo que justifica o aprendizado: a
vontade de expandir os nossos limites, vencer
limitações e de fazer algo melhor do que estamos
fazendo. Já fazemos isso em alguns aspectos, como ao
usar o computador e recursos audiovisuais, por
exemplo. Existem outras possibilidades, e uma delas
é usar mapas mentais, que suportam a
expansão das nossas capacidades em várias áreas,
como ensino e aprendizagem, liderança, planejamento
e em geral aumentam da nossa capacidade de organizar
e lidar com maiores volumes de informação e
conhecimento.
Fonte:
InteliMap