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A
estratégia, ainda que com
outras denominações, sempre
esteve presente na vida
gerencial e tem sido alvo de
estudos acadêmicos
sistemáticos. Sabe-se que
ela é de suma importância
para a organização, tanto
presente quanto ausente, e
por isso vários autores
pesquisam objetivamente o
assunto. Entretanto, existem
divergências na definição do
que realmente seja
estratégia.
Em seu
trabalho, MINTZBERG nos diz:
A estratégia diz respeito
tanto à organização quanto
ao ambiente (...), ou seja,
a organização usa a
estratégia para lidar com as
mudanças nos ambientes (...)
mas o coração da formulação
estratégica é o trabalho
conceitual feito pelos
líderes. . No entendimento
de ANSOFF, existem questões
estratégicas que afetam o
desempenho, a continuidade,
a missão, os valores,
clientes, financiamentos e a
administração.
Até
alguns anos atrás,
esperava-se que a única
direção de movimento de uma
carreira profissional fosse
obter competências
individuais. O sucesso era
garantido pelas constantes
ascensões, porém a harmonia
corporativa prevalecia sob
sentimentos pessoais.
O mundo
mudou, o conceito de sucesso
foi redefinido - tanto pelas
organizações quanto pelos
colaboradores. Devido à
multiplicidade de tarefas e
às exigências dos clientes,
surge a necessidade de se
trabalhar em equipe. Se o
gestor deseja que a
organização cresça, ele deve
empenhar-se continuamente
para aperfeiçoar
habilidades, além de saber
exercer ações sobre o clima
grupal, pois insatisfações,
desinteresse, apatia e
irritação dos colaboradores
impactam a produtividade e
são repassados para os
clientes, sem se esquecer de
que os grupos possuem
necessidades próprias que
perpassam, às vezes, as
necessidades individuais e
que também precisam de um
direcionamento.
É papel
do líder entender e
contribuir para que seus
colaboradores possam
alcançar realização e
satisfação pessoal, a
flexibilidade, a valorização
do seu trabalho e uma boa
compensação financeira. Por
outro lado, o líder precisa
trabalhar em prol da
empresa, buscando aumentar o
sentimento de lealdade,
comprometimento e confiança
entre empregado e
empregador.
Algumas
reflexões devem ser feitas
para quem quer construir uma
equipe, seja em que ciclo de
vida ela se encontre:
formação, tumulto,
normalidade, desempenho
diferenciado, acomodação ou
transformação? A equipe
possui, compreende e
concorda com um plano comum,
assume a responsabilidade de
implantar e manter os
compromissos assumidos em
tal planejamento?
Um dos
principais desafios
gerenciais é explicitado
pela Teoria da Agência, que
se baseia essencialmente nos
conflitos de informações e
de interesses que podem
surgir entre alguns
intervenientes, como os
administradores e
colaboradores. Conforme
KLEIN (1983), no mundo real
não existem contratos
perfeitos, e a razão para
isso é que incertezas
implicam vários números de
possíveis contingências, e
seria muito caro especificar
tais situações para ambos os
contratos. JENSEN e MECKLING
(1976) definem que não
existem agentes perfeitos, e
que o problema de agência e
monitoramento estará sempre
presente nas organizações e
em todos os níveis
hierárquicos da empresa.
Fica
evidenciado que existe custo
envolvido com o agenciamento
como, por exemplo, o custo
de controle e vigilância.
Para
reduzir esses custos, cabe
ao gestor trabalhar os
seguintes comportamentos:
-
Manter a equipe bem
informada sobre o que se
passa no ambiente
interno e externo
-
Ensinar os conceitos e
técnicas do trabalho
-
Melhorar as condições de
trabalho da equipe, por
iniciativa própria ou
acolhendo as opiniões de
seus membros
-
Posicionar-se como
representante da direção
da empresa perante a
equipe
-
Repassar poder para que
os membros da equipe
solucionem os problemas
do cliente
-
Desafiar o processo para
enriquecer a missão do
setor liderado e as
tarefas da equipe
-
Utilizar o bom senso e
decidir em prol da
satisfação do Cliente
Ao mesmo
tempo, deve trabalhar as
atitudes:
-
Canalizar a energia da
equipe para ações e
resultados
-
Analisar resultados e
buscar melhorias
-
Manter a equipe motivada
-
Buscar parceria com os
colaboradores
-
Envolver a equipe na
tomada de decisões e
praticar exatamente o
que prega
Para
isso, o gestor precisa
possuir uma visão sistêmica
da empresa e dos processos
de sua área, visualizar
aonde a organização deve
chegar, e mudar, se preciso
for. Também deve dominar e
aplicar as técnicas de
solução de problemas, manter
as pessoas motivadas em prol
de um objetivo e de uma
filosofia de trabalho comuns
e reconhecer seus
resultados.
Parece
interessante, para os
colaboradores e a empresa,
mas o que o gestor ganha por
fazer todo o investimento
acima? O poder de
resolutibilidade das pessoas
aumenta, pois todos nós é
melhor que apenas um de nós.
Construir
equipes é uma estratégia que
agrega valor, pois os
colaboradores passam a
ajudar a construir a empresa
com responsabilidade e
compromisso pelos objetivos
próprios e empresariais.
Fonte:
Artigos.com |