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Pode ser antipático,
considerado uma
discriminação e até mesmo
injusto, mas tenho
aconselhado os empresários a
evitarem a contratação de
parentes em suas empresas,
pois realizando uma pesquisa
constatei que 89% destas
contratações viraram um
verdadeiro pesadelo. Não
quero dizer que parentes não
tenham talento, sejam
qualificados,
comprometimento e com
liderança, tanto que 11% não
trazem o menor problema.
Quase toda empresa tem algum
parente trabalhando, por
isso, faça uma análise na
sua própria empresa e
compare com os dados acima,
não vai ficar muito
diferente, principalmente
naquelas de cunho familiar!
Pude acompanhar o caso de um
filho que assumiu toda
empresa do pai com o ônus e
bônus; junto veio um tio com
trinta anos de casa e que
foi muito importante em
fases difíceis, pois era um
bom técnico, mas tinha muita
dificuldade de
relacionamento grupal.
Depois de muita conversa,
tentativa de adequação a
nova realidade, reuniões e
ameaças, o empresário tomou
uma decisão, ia demitir o
TIO. Antes, porém, resolveu
reunir a família informando
sua decisão, foi uma baita
encrenca e quase que a
família demitiu o nosso
empresário. Sei que não é
fácil, mas falando-se de
empresa, o profissionalismo
deve imperar em todos os
sentidos, seja ela familiar
ou não, no entanto, costumo
dizer que no caso de família
a responsabilidade
psicológica passa a ser
maior.
Conheço uma empresa que hoje
é referência em gestão de
pessoas, mas, num
determinado momento seu
líder máximo precisou tomar
uma decisão difícil, a de
demitir seus filhos, para
isso, contratou um
administrador de empresas,
reuniu a família e deu carta
branca para o novo gestor.
Eram cinco irmãos, quatro
permanecem na empresa em
funções estratégicas, pois,
aceitaram as novas regras e
entenderam a mensagem do pai;
o único filho que não quis
mudar hoje tem sua própria
empresa e é fornecedor da
empresa do pai e irmãos.
Pensam que foi fácil? Para
ser fornecedor, sua nova
empresa teve de se adaptar
as normas da empresa
familiar, senão nada feito.
Outro exemplo é uma grande
empresa de telecomunicações
do sul do estado de Santa
Catarina que passando por
situações idênticas ao acima
descrito resolveu da
seguinte forma: mandou as
filhas para casa e paga até
hoje uma mesada gorda, elas
estão satisfeitas, a empresa
e seus funcionários também.
Hoje é referência mundial em
seu segmento.
Tenho alguns conceitos sobre
estes casos:
• Conflitos não se
administram, se resolvem;
• Administração com o
coração, jamais;
• Não confundir necessidades
pessoais com necessidades da
empresa;
• Seja justo, nunca bonzinho;
• Pergunte sempre: o que é
melhor para minha empresa?;
• Antes de admitir, pergunte:
posso demitir?
Já tivemos vários clientes
com perfil de administração
familiar que misturavam tudo:
despesas pessoais com as da
empresa; investimento na
pessoa física em detrimento
da jurídica, contratação de
parentes, etc. Muitos
seguiram as nossas
orientações e hoje agradecem
o puxão de orelha, alguns
resolveram manter do jeito
que estavam e a coisa
infelizmente não se resolveu
e continuam com problemas.
Uma empresa é algo sério,
administrar não é fácil e
conquistar respeito muito
menos. Se o parente não
produz, demita-o, você
ganhará respeito, melhorará
os resultados e durmirá em
paz.
Pensem nisso!!!
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